São Paulo, 16 - O São Paulo tem, neste domingo, às 16 horas, diante do Sport, a chance de reverter a imagem de ser surpreendido por adversários teoricamente mais fracos no Morumbi. Depois de perder para o Gama (2 a 1) e empatar com o Internacional (2 a 2), a equipe de Paulo César Carpegiani não pode mais pensar em desperdiçar pontos em casa, principalmente após a goleada sofrida para o Atlético-PR (4 a 1), em Curitiba, na quinta-feira. Os últimos resultados complicaram a situação do time na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.
"Ainda dependemos apenas de nossas forças", avaliou o treinador, um tanto otimista. Dos 12 pontos que ainda tem a disputar, o São Paulo precisa fazer, pelo menos, oito para garantir uma vaga na fase seguinte da competição. O clima no clube, contudo, não é bom. Ontem pela manhã, antes do treino no CT da Barra Funda, atletas e comissão técnica reuniram-se por uma hora e meia. A conversa foi a mais demorada da "era Carpegiani".
Quando os atletas foram para o campo, já atrasados para um rachão, um grupo de torcedores de facções organizadas entrou na sede do CT para um bate-papo "amigável" com alguns dirigentes. Disseram que foram prestar apoio ao time. No gramado
alheio a qualquer tipo de pressão, Carpegiani preferiu manter o mistério sobre a equipe que vai escalar.
Raí e Jaques podem ser a novidade no time titular.
O volante Jorginho entrará no lugar de Wilson, suspenso, e Anderson vai retornar à lateral-direita no lugar de Edmílson. Vágner, contundido, permanece fora. O goleiro Rogério fez testes físicos, sentiu dores e dificilmente jogará contra os pernambucanos. Será novamente avaliado antes da partida. Como sempre, Carpegiani poderá promover mudanças radicais no São Paulo.
Sport - Um time irregular pegará o São Paulo. O único que ainda não venceu uma só partida fora de casa, há sete jogos sem ganhar e dono do pior ataque do Brasileiro, o clube também está de mal com a sorte: nos dois últimos jogos, contra o Gama (derrota por 3 a 2) e contra o Coritiba (1 a 1), tomou um gol aos 47 minutos do segundo tempo.
"Nunca tinha visto isso acontecer duas vezes seguidas"
lamentou o técnico Givanildo Oliveira, que vai tentar motivar a equipe para as cinco partidas restantes com a possibilidade de participação no torneio seletivo, visando a um lugar na Taça Libertadores do próximo ano.
Frisando não estar querendo arranjar desculpa para a má campanha da equipe, Oliveira responsabilizou a arbitragem de Léo Feldman pelo empate com o Coritiba. Segundo o treinador, o pênalti marcado pelo juiz não existiu. Sua opinião é apoiada por jogadores e diretores do Sport, que poderá protestar contra a atuação do árbitro.
As únicas modificações para o jogo com o São Paulo devem ser a substituição do zagueiro Saulo - em má fase - por Dário e a volta do volante Sangaletti, que estava contundido e teve sua posição ocupada pelo mesmo Dário na partida de quarta-feira.

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