São Paulo tenta esquecer especulações sobre o futuro
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Agência Estado 
São Paulo - As especulações em torno da chegada e saída de jogadores estão atrapalhando o time do São Paulo nesta reta final do Brasileirão. Era tudo o que a direção são-paulina não queria - por isso, não há confirmação de contratações por parte dos dirigentes -, mas certas declarações de atletas do clube deixam evidente a falta de motivação.
Logo depois da derrota para o Atlético-MG, sábado passado, no Morumbi, o meia Hugo e o atacante Borges se recusaram a dar entrevistas - ambos devem deixar o São Paulo no final da temporada. Enquanto isso, o atacante Dagoberto mostrou conformismo. Nem todo ser humano vive só de con-quistas, avisou o jogador.
Outros jogadores tentam manter a confiança. O experiente Washington explicou que todos os jogadores estão acostumados a estas conversas no final da temporada. E garantiu que suas atuações não têm sido atrapalhadas pelas especulações. Tenho contrato até o final do ano e, ao menos até lá, todas as minhas forças estarão voltadas para o time, afirmou o centroavante.
No último jogo, a taça do Brasileirão de 2008 foi colocada no vestiário são-paulino para tentar dar mais ânimo aos jogadores. Não funcionou. Motivação vem de dentro. Estas coisas são apenas um complemento. Acho que não tivemos um dia muito feliz, explicou o volante Hernanes, ao justificar a derrota para o Atlético-MG.
O volante, como de costume, é um dos mais confiantes do grupo. No ano passado, mesmo quando o time estava 11 pontos atrás do Grêmio, ele chamava os companheiros de cam-peões nas conversas entre eles. Agora, Hernanes não deixa de acreditar no título, mesmo que a diferença de cinco pontos para o líder Palmeiras tenha se mantido nas últimas três rodadas do campeonato.
Eu não abro mão do título. Só porque ficou mais difícil nós vamos desistir? Não, nós temos que ir lá e virar esse jogo a nosso favor, avisou Hernanes.
Candidato
Para participar como titular do clássico contra Santos no domingo, o meia Arouca, do São Paulo, falou que pode exercer a função do volante Richarlyson, que está suspenso, e atuar mais perto da defesa. Fazer a função do Richarlyson seria diferente, pois ele é um primeiro volante mais fixo em frente à zaga, com pouca liberdade para sair, afirmou o atleta, que disse esperar por uma decisão do técnico Ricardo Gomes.


