São Paulo tem medo do apito
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quinta-feira, 23 de junho de 2005
Luís Augusto Símon<br> Agência Estado 
São Paulo - O São Paulo tem preocupação com o ambiente de guerra que poderá encontrar em Buenos Aires, quarta-feira, na decisão contra o River, por conta das brigas que aconteceram no Morumbi (leia texto nesta página). Mas, nem de longe, isso é o que preocupa mais. A diretoria tem pavor é da arbitragem designada para o jogo.
''Queremos uma arbitragem mais segura, que impeça conflitos. Nós gostaríamos do Oscar Ruiz, da Colômbia, mas ele está no Mundial Sub-20. Nossa preferência agora é por um árbitro chileno'', diz Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol. O melhor árbitro chileno é Carlos Chandia, que está na Copa das Confederações. Apitou Tunísia x Austrália.
A bronca contra o uruguaio Gustavo Méndez, que apitou o primeiro jogo contra o River é muito grande. ''Ele ficou marcando o Fabão e o Luizão. Tudo que eles faziam, ele apitava e não fazia nada contra os argentinos'', diz o presidente Marcelo Portugal Gouvêa. Cunha é mais explícito. ''Não deu cartão para o Dominguez, que bateu muito, não expulsou o goleiro Constanzo, que impediu o nosso gol utilizando as mãos fora da área, não deu um pênalti no Amoroso e muito mais. Jogou contra nós.''
Na memória de todos está a final da Supercopa de 1997, contra o River, em Buenos Aires. O árbitro paraguaio Ubaldo Aquino expulsou, com rigor exagerado, Marcelinho Paraíba aos 30 minutos do primeiro tempo e deu um pênalti duvidoso a favor do River.
Quanto à segurança da equipe, o São Paulo também toma medidas preventivas. ''Vamos enviar uma carta à Conmebol para que nos dê uma boa proteção nos traslados que tivermos de fazer. Não temos culpa de nada do que aconteceu no Morumbi e por isso não temos o que temer'', diz Gouvêa.
O clube vai levar dois seguranças e contratar mais dez em Buenos Aires. Marcos Roberto dos Santos é um dos seguranças que viajará. Ele tem 106 quilos e 1m86. Ex-pugilista, tem títulos no boxe amador e profissional. ''Vou eu e o Deville, que é assim parecido comigo'', diz.
Os jogadores dizem não se incomodar com ações violentas dos argentinos. ''Aqui no Brasil não aconteceu nada errado dentro de campo. Tomara que lá, também'', diz Alex. ''Vamos jogar bola. Nossa segurança, a diretoria garante'', afirma Luizão.


