Curitiba - ''O São Paulo tem é medo de jogar aqui'' e ''Já que o Atlético chegou até aqui, dá para ser campeão.'' Essas duas frases resumem bem o estado de espírito do torcedor do Atlético Paranaense nesta final de Taça Libertadores. É opinião praticamente unânime entre eles que o que consideram intransigência da diretoria do time paulista em relação à (não) realização do jogo na Arena da Baixada nada mais é que o receio de sofrer uma derrota acachapante, daquelas que tornaria impossível uma reação na segunda partida. E embora não confessem, eles reconhecem que o São Paulo é mais forte como equipe. Mas acreditam no poder de superação dos paranaenses.
O taxista Jorge Luiz Tortorelli, torcedor do Furacão, não entende por que o São Paulo fez de tudo para não jogar na Arena. Ou melhor, entende muito bem. ''Eles não gostam mesmo de jogar na Baixada. Deve ser porque não ganham nunca. Estão é com medo'', disse ontem no início da tarde. ''No Rio Grande do Sul eu não vou poder ir. Aliás, nem aqui. Está a maior fila na Arena para comprar ingressos e não posso perder horas de trabalho para comprar também.''
O comerciante Sílvio Augusto foi mais ávido: ''E o São Paulo devia é ter aceitado jogar na Arena com 23 mil pessoas. A gente não precisaria fazer uma obra correndo e eles sofreriam uma pressão menor. Quarenta mil atleticanos fazem muito mais barulho do que 23 mil.''
Os torcedores do Coritiba, claro, assistem a tudo de camarote e com muita ironia. Jairo de Oliveira, estudante, não disfarça o sorriso irônico ao ser perguntado sobre a situação do rival. ''Querer disputar Libertadores sem ter estádio é isso que dá. O Atlético real é o do Brasileiro'', diz, sobre o fato de o Furacão estar na lanterna da competição nacional.

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