São Paulo - O empresário do lateral-direito Cicinho, Ricardo Sarti, terá um novo encontro com os dirigentes da Roma hoje, depois do jogo contra o Chievo Verona pelo Campeonato Italiano. Ele não foi novamente relacionado pelo técnico Claudio Raniere e espera conseguir a liberação para defender o São Paulo.
Mas o clube italiano continua irredutível. As reuniões que foram realizadas nesta semana não fizeram o negócio evoluir. A Roma não quer sair de mãos abanando e deseja recuperar parte do investimento que fez no jogador. Cicinho foi comprado do Real Madrid por 9 milhões de euros (R$ 22,5 milhões).
Por enquanto, os italianos não aceitam emprestá-lo ao São Paulo de graça. Muito menos pagar parte do salário no período que ele ficar no Brasil - o lateral recebe 1,8 milhão de euros (R$ 4,5 milhões) por ano mais bônus, totalizando 2,5 milhões de euros (R$ 6,2 milhões).
Cicinho pediu então para ter o contrato rescindido. Ele afirmou que estava triste na Roma e que seria feliz no São Paulo. Para isso, abriria mão dos vencimentos até o fim do contrato em 2012. O pedido foi considerado ridículo pelos dirigentes italianos, que o multaram em 30% de seu salário por causa das declarações de que deseja deixar o clube e voltar para o Brasil. Internamente, o São Paulo já estuda até abrir os cofres para trazê-lo em definitivo.

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