São Paulo se transforma numa "grande família"17/Mar, 17:04 Por Paulo Guilherme São Paulo, 17 (AE) - Os jogadores do São Paulo consideram o time "uma grande família". A maioria deles foi revelada nas categorias de base do clube e os vários anos de convivência ajudaram a fortalecer os laços de amizade. Em breve, a relação entre alguns os jogadores será de real parentesco. O meia Edu pretende casar-se no fim do ano com Fabiana, irmã do lateral-esquerdo Fábio Aurélio. Os dois gols que ele marcou na vitória sobre o Palmeiras foram dedicados à amada. Os dois jogadores se conhecem há cinco anos, quando Edu deixou a cidade de Jaú, onde atuava pelo XV de Novembro, para jogar pelo São Paulo. "Dividimos o quarto desde aquela época, moramos junto no Centro de Treinamento e somos muito amigos", diz Edu. Um dia, ele foi convidado por Fábio Aurélio para passar o fim de semana na casa do amigo. Foi quando conheceu Fabiana. "O Fábio é mais que um cunhado, é um irmão para mim", comenta. Edu sempre foi considerado um jogador acima da média no São Paulo. Ainda com idade de juvenil, era titular do time de juniores, onde jogava com colegas mais velhos como Edmílson e França. "Aqui todo mundo é igual, existe um carinho e um respeito muito grande de um pelo outro", destaca o polivalente Edmílson que, aos 23 anos, é um dos mais jovens capitães de uma equipe do Campeonato Paulista. COMPANHIA - Edmílson e França também passaram pelo XV de Jaú. Moraram durante um ano e meio no Centro de Treinamentos do São Paulo e aos poucos foram conquistando espaço na equipe. França, que perdeu lugar entre os titulares para Edu, respeita o bom momento do companheiro e diz que espera a vez de se firmar novamente na equipe principal. Edmílson, promovido a capitão do time neste Campeonato Paulista, acha que a união dos jogadores será fundamental para o sucesso do São Paulo. "Não existe traição entre a gente", garante o jogador. O técnico Levir Culpi decidiu passar o posto de capitão para ele porque achava melhor um jogador de defesa ter a função de orientar a equipe, por estar mais perto das jogadas e em contato constante com os dois árbitros que apitam cada jogo. Até então, quem ficava com a faixa presa ao braço era o goleiro Rogério.

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