São Paulo - Desde que Paulo César Carpegiani assumiu o São Paulo, a equipe tem se destacado pela quantidade de gols marcados: nove em três jogos. Mas o esquema bem ofensivo do treinador sobrou para a defesa. Nos últimos dois jogos, cinco gols marcados, números que chamam a atenção, para uma equipe que nos últimos anos se destacou por estar entre as melhores defesas do País.
Contra o Ceará, domingo, no Castelão, a preocupação com a zaga é ainda maior para o treinador. Afinal de contas, ele não poderá contar com os laterais Jean e Richarlyson e com o zagueiro Alex Silva, todos suspensos. Nesta quinta-feira, o treinador comandou um coletivo onde em momento algum mexeu na formação dos times, mas conversou bastante com os jogadores e mostrou sua preocupação.
Renato Silva, Xandão e Diogo entram na vaga, respectivamente, de Jean, Alex Silva e Richarlyson. Com a nova formação, Carpegiani treinou bastante o posicionamento nas bolas paradas. O próprio treinador ensinou Miranda e Xandão como se posicionar para antecipar aos atacantes Fernandão e Lucas Gaúcho.
''Perdemos peças importantes para esse jogo. E é normal que o Carpegiani teste bastante o time para poder ter um melhor entrosamento'', disse Xandão. Outra questão tática testada pelo treinador foi a mudança de posicionamento. Com a bola no pé, o São Paulo jogou no 3-5-2. Com isso, Diogo e Carlinhos Paraíba viraram ala e tinham maior liberdade para chegar ao ataque pelas pontas. Com o adversário tendo a posse de bola, o time formou duas linhas de quatro jogadores. ''A entrada do Renato Silva no lugar do Jean acaba sendo positiva, porque ele libera o Diogo e dá suporte para a gente lá atrás'', analisou Xandão.
Para não sobrecarregar os defensores, Carpegiani pediu para que os meias e atacantes pressionem o adversário para não deixá-los ''pensar'' com a bola no pé. A meta é marcar sob pressão e forçar o erro do adversário.

mockup