São Paulo, 18 (AE) - A segunda partida entre São Paulo e Ponte Preta, domingo à tarde, pelas quartas-de-final do Campeonato Brasileiro, será decidida pelo alto. Essa é a previsão dos jogadores do Tricolor por causa da "péssima qualidade" do campo do Moisés Lucarelli, estádio dos campineiros. Caso a Ponte vença ou empate o jogo, um terceiro confronto vai ser necessário, também no interior, para o desespero dos são-paulinos.
"Infelizmente, o gramado é muito irregular, o que vai dificultar o toque de bolas de ambas as equipes, que são muito técnicas", afirmou o goleiro Rogério, ressaltando que não haverá favorecidos. O time de Campinas, no entanto, segundo ele destacou, talvez leve uma ligeira vantagem por já estar acostumado ao campo, depois de tantos jogos pela primeira fase da competição.
Para Rogério, sua maior preocupação é quanto a chutes de longa distância. "É difícil, numa gramado em desnível, saber onde a bola vai quicar", disse o goleiro. "As jogadas aéreas também vão-se tornar uma das principais armas ofensivas." O técnico Paulo César Carpegiani não quis comentar os "buracos" do campo adversário, mas, por meio de um treino coletivo, ontem à tarde, deixou em evidência sua preocupação com o problema.
O time treinou no pior campo do CT da Barra Funda, irregular e com dimensões menores às do Morumbi. "Tenho de preparar minha equipe numa situação semelhante ao que vou encontraqr no dia da partida", confessou o treinador. "Fiz um teste num gramado muito desnivelado." O São Paulo também será armado de acordo com o campo da Ponte Preta.
O zagueiro Nem, por exemplo, recuperado de uma amidalite e dores no joelho, deverá ficar na reserva, uma vez que Carpegiani o considera um atleta muito técnico para o confronto. "O Nem também não é um bom cabeceador", explicou o treinador, que, possivelmente, optará por uma defesa alta, com Márcio Santos, Paulão e Wilson, improvisado como volante.
CONTUSÃO - O meia Marcelinho, autor dos gols do São Paulo na vitória por 3 a 2 diante da Ponte, domingo, no primeiro jogo do playoff, também está preocupado com os buracos do Moisés Lucarelli. Por ser um atleta veloz, Marcelinho tem medo de sofrer algum tipo de contusão. "É perigoso, pois posso torcer o tornozelo", afirmou o meia, desanimado, ainda, com a possibilidade de suas tabelas com Raí estarem ameaçadas. "O passe fica prejudicado."
Raí, por sinal, deverá ser o substituto de França, com uma entorse no tornozelo direito, no ataque. A equipe médica do clube vai avaliar o jogador amanhã e definir se ele tem condições de atuar no domingo. O campo,mais uma vez, será um sério obstáculo. "O França ainda sente um pouco de dor e qualque irregularidade nogramado poderá agravar a lesão", declarou o médico José Sanches.

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