São Paulo quer provar que aprendeu lição
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Agência Estado 
São Paulo - Vencer um time tecnicamente inferior e no Morumbi lotado não deveria ser problema para o São Paulo, mas se a equipe mantiver o que vem fazendo contra rivais que se fecham na defesa, a tendência é de uma partida dramática contra o Tigre, na quarta-feira, no segundo jogo da final da Copa Sul-Americana. Mesmo jogando com um esquema ofensivo e baseado na velocidade, a dificuldade em furar retrancas tem sido uma tônica em toda a campanha do São Paulo no torneio continental.
Finalista pela primeira vez na competição, o São Paulo tem uma média modesta de gols marcados por jogo: apenas 1,44 por partida, sendo que em três dos nove jogos a equipe passou em branco, dois deles no Morumbi - LDU de Loja e Universidad Católica. Tirando a goleada por 5 a 0 sobre a Universidad de Chile, o time não marcou mais do que dois gols no mesmo jogo.
Os jogadores admitem que o desejo de resolver logo a partida tem atrapalhado. "Todo mundo sabe que as equipes que vêm ao Morumbi jogam fechadas e por isso precisamos ter um pouco mais de tranquilidade, tocar mais a bola e isso vai nos ajudar a encontrar o caminho do gol", analisou o lateral Cortez.
A expectativa é que o Tigre mais uma vez fique resguardado em seu campo e siga o que foi apresentado em La Bombonera. "Nos jogos contra a LDU e a Católica criamos chances, mas faltou capricho. Sabemos que eles ficarão ainda mais fechados e devem tentar levar o jogo para a prorrogação, por isso precisamos ter calma", alertou o atacante Osvaldo, que não terá o suspenso Luis Fabiano ao seu lado na decisão.


