São Paulo - São Paulo e Libertadores se confundem. E pelo quarto ano consecutivo, não será diferente. Mais uma vez, o planejamento são-paulino está focado em conquistar a América. Chegar às semifinais em 2004, faturar o tri em 2005 e ser vice-campeão em 2006 faz torcida, dirigentes e jogadores sonharem com o tetra. E Muricy Ramalho sabe bem a pressão que carregará nas costas.
Apesar de manter boa parte do elenco campeão brasileiro no ano passado, o técnico são-paulino ainda aguarda reforços para afinar o time. ''Se o time estiver jogando 85% do que mostrou no fim do ano passado já será suficiente para estrear bem na Libertadores. Hoje, temos 60%'', garante o zagueiro Miranda.
Na opinião de Muricy, só com um elenco grande e de qualidade o São Paulo conseguirá brigar pelo título continental. E, até o momento, ele está longe de ter um plantel versátil em mãos. A estréia será contra o Audax Italiano, do Chile, dia 14 de fevereiro.

Santos - O Peixe sonha alto: quer o título da Libertadores de 2007. Para isso, confia principalmente no trabalho do técnico Vanderlei Luxemburgo. Esse é um dos únicos títulos que lhe falta no currículo - por isso, tem feito um planejamento especial, que começou em janeiro de 2006, para ser campeão continental dessa vez. ''O segredo é perder por 1 a 0 fora e ganhar por 2 ou 3 em casa. Ganhei uma Libertadores assim'', lembra o zagueiro Antônio Carlos, que foi campeão com o São Paulo em 92 e foi contratado este ano pelo santos.
Mas o grande destaque do atual time santista é o meia Zé Roberto. Embora tivesse excelentes propostas de clubes europeus, ele aceitou voltar ao Brasil para defender o Santos e tentar ser campeão da Libertadores. E virou líder do time dentro de campo.

Flamengo - Cinco anos após ser eliminado na primeira fase da última Libertadores que disputou, o Flamengo contratou 13 jogadores para não fazer feio na temporada 2007, principalmente, porque o título da competição continental é o principal objetivo.
Para comandar a equipe dentro de campo, o Flamengo promoveu o retorno do meia Juninho Paulista, ex-Palmeiras, que passou a ser o único remanescente do fracasso de 2002. Além dele, o atual artilheiro do Campeonato Brasileiro, Souza, ex-Goiás, também chegou ao clube carioca. (A.E.)

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