São Paulo, 26 (AE) - Na tentativa de neutralizar o jogo rápido dos "baixinhos" do Corinthians, o técnico Paulo César Carpegiani optou por uma marcação por zona e descartou o contato individual. A tarefa não será fácil, uma vez que o São Paulo tem uma defesa muito alta, mais forte nos lances aéreos. A recomendação do treinador, que deverá escalar três zagueiros, é estar atento durante os 90 minutos.
"Temos de chegar junto no adversário e diminur o espaço de toque, dificultando o passe dos jogadores do Corinthians", afirmou o zagueiro Paulão, de 1,85m. Segundo o jogador, a concentração em campo é outra regra indispensável numa decisão. Ao seu lado, estará outro "gigante": Wilson, de 1,88m, que aposta numa "pegada forte" para combater Edílson, Marcelinho e seus companheiros de equipe.
Wilson, um dos atletas preferidos de Carpegiani, explica que o fato de os zagueiros do São Paulo não serem lentos é um ponto a favor. "Altura aliada à agilidade vai bem em qualquer esquema tático, com dois ou três homens na defesa", avaliou. Para Jorginho, o Tricolor não pode se preocupar apenas com as jogadas rasteiras. "O Corinthians também sabe explorar cruzamentos e lançamentos e o Luizão sobe muito bem de cabeça", disse o volante.
A equipe, contudo, não conta com atletas altos somente na defesa. Pelo meio, dois destaques nos confrontos da semifinal diante da Ponte Preta são as esperanças de Carpegiani para vencer o rival. O volante Edmílson, de 1,85m, agrada ao treinador pela sua boa impulsão. Na vitória por 3 a 2 diante dos campineiros, quarta-feira, Edmílson foi o autor do último gol, que garantiu a classificação do time à semifinal.
"As jogadas de bola parada têm sido uma boa opção para o São Paulo e podem ser usadas novamente neste domingo", declarou o volante. "Mas não será fácil, pois o Corinthians possui jogadores altos na defesa, como Nenê, Rincón e Vampeta." Raí, com 1,89m, é o outro destaque, numa equipe cuja média de altura é de 1,83m. No ataque, se Carpegiani decidir escalar Jaques no lugar de França, o São Paulo vai ganhar em força nos cabeceios.
Os altos, no entanto, também sofrem. Por causa de seus 1 89m, Jaques foi atingido por uma forte bolada na cabeça, no último jogo contra a Ponte Preta, após uma cobrança de falta do lateral Misso. O atacante deixou o campo atordoado, com amnésia temporária. A violência da pancada foi tanta que Jaques perdeu até a noção de onde estava.

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