São Paulo - Há algumas rodadas, todos no São Paulo já anteviam que o jogo contra o Vasco, neste domingo, às 17 horas, no Rio, seria crucial para as pretensões de título dos paulistas. Um adversário acossado pelo rebaixamento, nesta reta final da competição, torna-se mais perigoso.
  O que era apenas uma partida complicada deve tomar ainda mais tons de apreensão e nervosismo depois da ‘‘guerra de declarações’’ travada entre dirigentes, jogadores e técnicos das duas equipes durante a semana - o técnico Muricy Ramalho questionou a segurança do estádio vascaíno. Foi dada a faísca para o domingo pegar fogo de vez para os lados de São Januário.
  O vitorioso no confronto ganhará ânimo. Perder é que são elas. Os paulistas correriam o risco de deixar de depender apenas de si para conquistar o título, enquanto os cariocas colocariam os pés na Série B. Daí a dramaticidade que cerca o confronto.
  Dirigentes, técnicos e atletas foram espertos o suficiente para vislumbrar as dificuldades que podem se avizinhar em caso de derrota. Durante a semana, as equipes usaram os artifícios que podiam para tentar pressionar o adversário. Os são-paulinos mostraram preocupação com o ambiente em São Januário. Os cariocas retrucaram, disseram que o time do Morumbi tem responsabilidade sobre ânimos exaltados em campo.
  A torcida, claro, há de ser um reflexo desta batalha verbal travada pela imprensa. Todos os 23.300 ingressos disponibilizados foram vendidos. ‘‘Só não podemos transformar esse apoio em pressão contra nós mesmos’’, pediu o técnico Renato Gaúcho, do Vasco.
  O jogo de palavras e a pressão das arquibancadas conta, mas só gols decidirão a partida. ‘‘Tudo se resume quando entramos em campo’’, advertiu o meia Hugo. ‘‘É 11 para cada lado e cada um defendendo o seu’’.
  No campo, Muricy não terá o zagueiro Rodrigo, suspenso, e o volante-ala-zagueiro Zé Luís, com dores no joelho. Anderson permanece na defesa, enquanto Joílson ocupa mais uma vez a ala direita.
  Pelo lado do Vasco, a incógnita atende pelo nome de Edmundo. Renato não confirmou sua escalação. Mas os são-paulinos respeitam muito a qualidade do veterano atacante. ‘‘Ele é decisivo’’, admitiu Muricy. ‘‘Tem muita experiência e técnica. É um diferencial para o Vasco’’. O veterano, porém, deve começar no banco e o jovem Alex Teixeira entre os titulares.

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