São Paulo - O São Paulo está preparado para uma verdadeira batalha hoje, contra o Defensor, a partir das 21h50, no Estádio Centenário, em Montevidéu, pela terceira rodada do Grupo 4 da Copa Libertadores. O Tricolor paulista lidera com 4 pontos, mesma pontuação da equipe uruguaia, que está atrás no saldo de gols.
"Vai ser um jogo duríssimo, mais difícil do que contra os colombianos porque eles ainda procuram jogar, tocar a bola", disse o técnico Muricy Ramalho. "Os uruguaios, não. Jogam duro, marcam forte", avisou o treinador.
Não bastasse ter que superar a forte marcação uruguaia, o São Paulo terá que resolver problemas internos. Muricy não contará com três jogadores, dois deles titulares - o zagueiro André Dias e o polivalente Zé Luís, que vem atuando como lateral-direito. O terceiro ausente é o também lateral Wagner Diniz.
Na defesa, Rodrigo ganha nova oportunidade. Componente do trio defensivo do hexacampeonato brasileiro (junto de André e Miranda), ele admite não conseguir se conformar com a reserva. Neste ano, o beque perdeu a vaga para Renato Silva, que veio do Botafogo. "Não fico feliz no banco. Acho que qualquer jogador que se conformar com a reserva não é competitivo o suficiente".
O zagueiro entende que ficou em desvantagem na busca por um lugar entre os titulares. Tudo por causa da difícil negociação com o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, para sua permanência no Brasil por mais seis meses. Rodrigo só retornou aos treinamentos na metade de janeiro, uma semana antes da estreia do São Paulo no Paulista.
Na lateral-direita, o técnico terá que improvisar. A tendência é que Arouca seja aproveitado no setor. "São ausências sentidas principalmente porque temos um grupo pequeno. O André vem jogando muito bem, assim como o próprio Zé, ali pelo lado direito", lamentou o capitão Rogério Ceni.
Em compensação, Hugo, que ficou fora dos dois últimos compromissos do clube tricolor pelo Campeonato Paulista, volta a compor o elenco e reforçará o banco de reservas.

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