São Paulo - Dirigentes, comissão técnica e jogadores do São Paulo são enfáticos: o grande sonho desta primeira metade da temporada continua sendo o título da Libertadores. Mas o técnico Muricy Ramalho colocou um time praticamente todo de reservas para enfrentar o Independiente Medellín, quarta-feira, na Colômbia, poupando os titulares para enfrentar o Corinthians. E, ontem, o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, apimentou o clássico de domingo, pelas semifinais do Paulistão, ao insinuar que seus atletas vão receber bicho extra para bater o rival.
''As pessoas não sabem ou não procuram direito os meus erros. Tenho minhas próprias formas de incentivar os meus jogadores'', afirmou Juvenal Juvêncio. ''Mas é claro que não vou ficar ensinando para todo mundo'', sorriu, malicioso, o presidente do São Paulo.
Na reta final do Brasileirão do ano passado, Juvenal Juvêncio ofereceu cerca de R$ 10 mil por vitória a cada jogador e integrante da comissão técnica. Deu certo. O time do São Paulo saiu da sexta colocação do campeonato para chegar ao título em apenas algumas rodadas.
A repetição do esquema não significa que o Paulistão, de uma hora para a outra, ganhou status de competição mais importante do semestre são-paulino. Mas, sim, que será fundamental para o moral do grupo bater um de seus maiores rivais antes de começar a disputar a fase de mata-mata da Libertadores, pesadelo de Muricy nos últimos anos.

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