São Paulo - A previsão pessimista dos médicos se confirmou ontem à tarde, após um exame de ressonância magnética. Richarlyson sofreu um estiramento no músculo adutor da coxa direita e desfalcará o São Paulo por pelo menos três semanas.
O volante não enfrenta o Barueri neste sábado, no Morumbi, o Grêmio na próxima quarta, em Porto Alegre, e o Vitória, dia 14 de novembro, novamente no Morumbi. O retorno do jogador deve acontecer apenas contra o Botafogo, na rodada agendada para os dias 21 e 22 de novembro, no Engenhão.
''Iniciamos o tratamento com o Richarlyson ainda no Morumbi e hoje (quinta-feira) durante o dia ele realizou um exame de ressonância magnética, onde observamos essa alteração. Ele ficará em tratamento intensivo e o período de afastamento é de aproximadamente três semanas'', explicou o médico do São Paulo, José Sanchez.
Richarlyson, que já iniciou os trabalhos de fisioterapia no CT da Barra Funda, espera abreviar o tempo de recuperação com muito esforço. ''Quero voltar o quanto antes. Vou me esforçar muito aqui no Reffis (centro de recuperação do clube) e seguir todos os protocolos dos fisioterapeutas para ajudar meus companheiros dentro de campo o mais rápido possível'', disse o volante, que chorou ao deixar o campo ainda no primeiro tempo da vitória sobre o Internacional na quarta-feira.
''Foi muito triste ter que sair de uma partida tão decisiva, sem poder ajudar meus companheiros num momento importante como esse'', lamentou.
Sem Richarlyson, o técnico Ricardo Gomes deve manter Adrián González na ala pela direita, com Jean no meio-campo ao lado de Hernanes e Jorge Wagner, para enfrentar o Barueri. Na esquerda, Júnior César, que começou no banco contra o Internacional, volta ao time.
Outra novidade para o jogo deste sábado, contra o Barueri, será o retorno do goleiro Rogério Ceni, que cumpriu suspensão na quarta-feira pela expulsão contra o Santos.
No tribunal
A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva ainda não denunciou Rogério Ceni pela expulsão contra o Santos, no último domingo, mas o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça desportiva (STJD), Paulo Schmitt, já avisou que o goleiro não responderá por ofensas ao árbitro Carlos Eugênio Simon.
A súmula ajudou o camisa 1, que afirmou ser perseguido pelo gaúcho. Ele será julgado por jogada violenta, artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A pena máxima é de cinco jogos, mas o departamento jurídico do clube confia em conseguir a absolvição.

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