Agência Folha
De São Paulo
O técnico Levir Culpi quer a ajuda de um psicólogo para animar o São Paulo a reverter a vantagem conquistada pelo Vasco nas semifinais do Rio-São Paulo. Depois da derrota por 3 a 0, no sábado no Morumbi, o time paulista precisa vencer o rival por quatro gols de vantagem, quarta-feira, no Rio, para garantir uma vaga na final, sem depender de uma disputa de pênaltis.
Após as derrotas para Flamengo, Botafogo-RJ e Vasco, todas no Morumbi, o uso da psicologia será importante para recuperar o time, segundo o treinador. Por isso, ele espera ter um psicólogo ao seu lado ainda nesta semana. ‘‘Gosto desse tipo de trabalho e podemos ter uma pessoa trabalhando com a gente nos próximos dias’’, disse o treinador.
Um psicólogo, que não teve o seu nome revelado, foi indicado pela diretoria e se reuniu com o técnico na sexta-feira, segundo o diretor de futebol José Dias. ‘‘Acho que a presença de um psicólogo é necessária. O time tem feito coisas impossíveis em campo e nós precisamos saber qual é o problema’’, afirmou Dias.
A intenção de Culpi é contar com o psicólogo durante toda a temporada. ‘‘Hoje, uma boa comissão técnica deve ser bem diversificada. Isso evita que o treinador fique sobrecarregado’’, afirmou o técnico. Mesmo sem ser um especialista no assunto, Culpi detectou os jogadores que estariam com problemas emocionais. Um deles é o volante Edmílson, suspenso por 90 dias por causa do chute que deu no juiz Oscar Roberto Godoi nas semifinais do Brasileiro-99.
Outro que poderá ser ajudado pelo psicólogo é o atacante França. Ele voltou ao time contra o Vasco, após se recuperar de uma entorse no tornozelo esquerdo, mas sentiu a contusão e foi substituído. O jogador disse que ficou ansioso em alguns momentos da partida. ‘‘Em um lance no segundo tempo, fiquei impaciente e quis driblar o Maricá. Ele me pegou e não consegui continuar’’, disse. Ele apóia a intenção de se contratar um psicólogo. ‘‘Nessa hora, tudo é válido.’’
Mas nem todos os jogadores concordam com o técnico. Para o meia Raí, o problema da equipe não está na cabeça dos jogadores. ‘‘Acho que esse ainda não é o ponto. É uma questão de acertar o time taticamente e evoluir. Individualmente, todos têm que melhorar’’, disse o meia.
Apesar das falhas de marcação apresentadas na derrota de sábado, Culpi disse pretender manter Álvaro, que entrou no lugar de Wilson, e Paulão na zaga. ‘‘Nós precisamos corrigir algumas falhas de posicionamento, mas a tendência é manter os mesmos jogadores’’.

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