São Paulo - O volante Denilson foi absolvido pela diretoria, pelo técnico Adílson Batista e também pelos companheiros depois da segunda expulsão em apenas cinco jogos em sua volta ao São Paulo. Todos no clube passaram a mão na cabeça do jogador. O discurso padrão foi o de que o volante não é um jogador violento. A culpa, no caso, seria do critério muito rigoroso utilizado pelo árbitro Sandro Meira Ricci ao expulsá-lo da partida contra o Ceará, pela Copa Sul-Americana.
O diretor de futebol, Adalberto Batista, foi além. Para ele, Denilson não é passível de punição e sim de elogios. ''Não há motivo para tomarmos uma atitude. Temos é que elogiá-lo por se apresentar para jogar de zagueiro. A expulsão foi circunstancial'', ponderou.
Denilson recebeu o cartão vermelho no primeiro minuto do segundo tempo, depois de derrubar o atacante Osvaldo, que iria entrar sozinho na área. O diretor ignorou o fato de o volante, que já tinha o cartão amarelo, ter sido, no mínimo, imprudente na jogada.
O goleiro Rogério Ceni também saiu em defesa de Denilson. ''Acho que não tem de criticá-lo. Ele tecnicamente é fantástico, não é violento e foi expulso após fazer uma falta comum de jogo. Ninguém tem de recriminá-lo'', comentou o capitão do time.
Com o respaldo de todos que o cercam no clube, Denilson se posicionou como vítima da arbitragem brasileira. Ele citou o seu histórico no Arsenal, quando foi expulso apenas uma vez em seis temporadas, para provar que não é violento. ''É muito diferente. Tem mais contato e não há tantas faltas. Aqui qualquer coisinha o árbitro está parando o jogo'', argumentou.

mockup