São Paulo, 23 (AE) - O São Paulo descobriu o valor de uma vitória por 1 a 0. Depois do início de goleadas, algumas a favor
outras contra, o time comemora a conquista do equilíbrio demonstrada na última partida, contra o Botafogo-SP. Os jogadores assumem que não estão preocupados em dar espetáculo e destacam a importância de se jogar com simplicidade para conseguir uma vitória, ainda que pela contagem mínima. Para o técnico Paulo César Carpegiani, esta é uma tendência que o São Paulo deve buscar nos próximos jogos.
Carpegiani diz que prefere mais a regularidade das vitórias simples que a instabilidade demonstrada pelo time no início do Campeonato Brasileiro, quando alternou algumas goleadas como as sobre o Atlético-MG (5 a 1) e o Botafogo-RJ (6 a 1) com derrotas sofríveis para o Santos (2 a 3) e Boca Juniors (1 a 5). "Fico muito satisfeito com um meio a zero se a equipe produzir bem em campo", diz Carpegiani. "São poucas as equipes que estão ganhando e convencendo, o que pode dar tranquilidade a um time é a regularidade mostrada nas partidas." Ainda que goste de ver o São Paulo jogando bonito, Carpegiani acha que o momento é do time buscar a simplicidade e muita objetividade.
Ele não gostou da formação 4-4-2 utilizada no primeiro tempo contra o Botafogo-SP e prepara mudança no desenho tático do time. "Ninguém percebeu que eu fiz uma leve alteração no esquema na segunda etapa, e assim pretendo continuar", destacou o treinador, confirmando que para o jogo de quarta-feira contra o San Lorenzo da Argentina, pela Copa Mercosul, Vágner e Carlos Miguel serão os volantes, Marcelinho será recuado para a meia entrando Sandro Hiroshi no ataque ao lado de França. O volante Fabrício volta para a reserva.
Com esta nova formação, o São Paulo passa a ter um meio-de-campo mais técnico. Vágner comemora a volta à função de volante e acredita que com a solidariedade entre os jogadores a tendência é o São Paulo crescer.
Ele diz que quando as coisas estão difíceis, o time tem de simplificar ao máximo seu jogo. "A torcida quer uma coisa que não existe", destaca Vágner.
Para ele, no estágio que o time se encontra, ainda buscando a melhor formação, não dá para jogar bem e ganhar ao mesmo tempo. " É melhor ganhar por 1 a 0 tendo construido a vitória do que fazer cinco gols sem saber por que", filosofa o volante, ressaltando que muitas das goleadas foram conquistadas em cima dos erros do adversário. Carlos Miguel reforça a nova teoria. "Daqui a um ano ninguém vai lembrar se o time foi campeão jogando bem ou não, o que interessa é o título", diz. "Por mim
prefiro ganhar todos os jogos por 1 a 0 e ser campeão."
Apesar de ter marcado o gol da vitória no último jogo, o meia Fabiano vai continuar na reserva. Ele ainda não tem ritmo de jogo para suportar os 90 minutos. Fabiano conta que os oito meses de inatividade serviu para descobrir quais são seus verdadeiros amigos. "Muita gente se aproximava de mim só porque eu era jogador e estava em evidência, depois sumiu", comenta. O meia Raí, recuperado da gripe, deverá intensificar os treinos a partir de quinta-feira. Raí espera estar à disposição para jogar no outro fim-de-semana.
O São Paulo terá dois adversários difíceis esta semana. Na quarta, joga contra o líder do Campeonato Argentino, o San Lorenzo, pela Copa Mercosul, às 21h40 no Morumbi. Domingo, o desafio é contra o líder do Campeonato Brasileiro, o Corinthians às 17 horas, no Pacaembu.

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