São Paulo não tem plano B para ataque
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Agência Estado 
São Paulo - A desistência do São Paulo em contratar Eduardo Vargas abre um vazio que a diretoria acreditava ter preenchido. Mesmo dizendo que o chileno seria a última negociação para o início de temporada, o desfecho negativo do caso fez os dirigentes mudarem de ideia e passarem a procurar outros nomes. O problema é que ao menos no primeiro momento nenhuma opção atraiu a atenção da comissão técnica.
A fala de Ney Franco indica que ele ainda espera por um atacante de velocidade que jogue pelos lados do campo. "Temos um grupo qualificado e isso me dá a tranquilidade para iniciar a temporada. Não temos um elenco fechado e pode chegar algum jogador. O certo é que tenho outra formação da equipe e estou trabalhando com ela. Tenho um grupo qualificado, mas para o restante da temporada precisamos olhar com carinho", avisou.
Desde o fim do ano passado, o São Paulo vem buscando um substituto para Lucas. A primeira tentativa foi tirar Montillo do Cruzeiro, mas a exemplo do ano passado o time mineiro recusou a proposta. Vargas apareceu como negócio de oportunidade e agradou à diretoria pelas semelhanças com o ex-camisa 7.
"Hoje não temos nenhum nome no mercado para ser trabalhado. Por enquanto, não temos um plano B", admitiu o treinador. Ney Franco passará a dedicar parte do seu tempo a estudar jogadores, não necessariamente contratações de grande impacto. "Disse que não poderíamos ficar reféns do Lucas, o mesmo vale agora".
Seis meses
O Napoli avisou que emprestará Vargas para a disputa da Copa Libertadores, mas ainda não revelou o destino. O Grêmio é o caminho mais provável. A declaração do diretor esportivo Riccardo Bigon indica que a cessão será por um tempo muito menor do que o desejado pelo São Paulo. "Acreditamos que a melhor solução técnica é fazê-lo participar da Libertadores, mas o emprestaremos por apenas seis meses".


