São Paulo - O São Paulo retornou ontem de Porto Alegre, onde enfrentou o Internacional na véspera e foi derrotado por 2 a 0. E apesar do abatimento natural resultante da derrota, o elenco tricolor procurou demonstrar serenidade após o tropeço no Beira-Rio.
O resultado interrompeu uma série de três vitórias consecutivas (Palmeiras, Vitória e Botafogo) do time comandado por Muricy Ramalho no Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, o Tricolor ocupa a atual quinta colocação com 23 pontos, a quatro do líder Flamengo - até o complemento da rodada ontem.
''É importante colocarmos na cabeça que, de quatro partidas, nós vencemos três e perdemos apenas uma. Só que esse jogo não pode se repetir nos próximos'', lembrou o volante Richarlyson na chegada do elenco são-paulino ao aeroporto de Congonhas.
O goleiro Rogério Ceni concordou com o camisa 20, e lembrou do equilíbrio entre as equipes que brigam pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro. ''A tabela de classificação mostra isso'', disse o capitão tricolor, que foi além. ''O São Paulo é um time normal, competitivo, que joga de igual para a igual com as outras equipes. Mas não tem um jogo em que a gente possa dizer que vai vencer antes de entrar em campo'', explicou o camisa um.
Ao deixar o campo na noite desta quarta-feira, o volante Zé Luis creditou a derrota de 2 a 0 do São Paulo para o Internacional no Beira-Rio à desatenção da equipe. Segundo ele, o time ''vacilou'' nos dois gols marcados por Nilmar.
Durante o desembarque, o zagueiro Juninho, que falhou no lance do primeiro gol colorado, não apontou culpados para o lance ou para a derrota. ''A bola desviou no Richarlyson e me matou na jogada'', disse o jogador, que cortou errado o cruzamento do lateral Ângelo após o desvio no volante são-paulino, deixando Nilmar livre para marcar.

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