São Paulo não quer Sálvio apitando jogos
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Folhapress 
São Paulo - O São Paulo continua os protestos contra a arbitragem de Sálvio Spinola Fagundes Filho no clássico de domingo, contra o Corinthians, que terminou 0 a 0, no Morumbi. Na tarde de ontem, o vice-presidente de futebol do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, disse que o árbitro ''nunca mais'' apitará um jogo da equipe.
''Ele (Salvio) não tem condições de apitar jogo do São Paulo. É muito negativo quando ele apita. O São Paulo foi prejudicado de uma forma escandalosa. Se depender de nós ele nunca mais apita jogo do São Paulo'', afirmou o dirigente.
O jogo foi marcado por dois lances polêmicos no segundo tempo: um pênalti não assinalado em Dagoberto, que sofreu um tranco do zagueiro Chicão, e o gol anulado de Adriano aos 40 minutos da etapa final, quando o árbitro marcou uma suposta falta do atacante são-paulino em cima de William.
Logo após o jogo, o time do Morumbi já falava em pedir à Federação Paulista para que vetasse Sálvio em seus jogos. ''Esperamos que o coronel (Marcos) Marinho (chefe da arbitragem em SP) e o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, evitem a escalação dele em clássicos do São Paulo'', disse Marco Aurélio Cunha, superintendente do clube.
Após as reclamações dos são-paulinos, o árbitro se manifestou ontem e disse que não errou nos dois lances decisivos. ''No primeiro lance, o Dagoberto literalmente abre mão de disputar a bola para fazer uma alavanca. Ele tem a intenção de ser agredido, e não de disputar a bola. Ele comete a falta. No segundo lance, eu não tenho dúvidas de que houve uma carga do jogador Adriano. São lances interpretativos, e as matérias interpretativas competem ao árbitro do jogo'', afirmou.


