São Paulo mantém competitividade nos números, mas vê piora no ataque


EDER TRASKINI
EDER TRASKINI

SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Desde o título estadual, o São Paulo de Hernán Crespo caiu de rendimento e vem encontrando dificuldades para recuperar o bom futebol. No entanto, dentre tantos problemas apontados por parte da torcida, um não se sustenta ao ser confrontado com os números do time: contrariando a imagem de que teria perdido combatividade, o time tricolor mantém a mesma proporção de antes tanto em duelos ganhos quanto em desarmes.

Segundo números do Sofascore, nos últimos 13 jogos do São Paulo, desde o acachapante 5 a 1 sofrido para o Flamengo no Maracanã, os números defensivos —ou da fase sem bola do jogo— seguem estáveis nas vitórias e nas derrotas. No período, a equipe venceu cinco partidas, empatou quatro e perdeu outros quatro.

O time de Hernán Crespo teve, em média, 50 duelos ganhos por jogo —com variação de 62, na vitória contra o Sport, a 36, na vitória sobre o Vasco, no Rio de Janeiro. Na quarta-feira (15), foram 38 duelos ganhos diante do Fortaleza, mas 54 na derrota anterior, contra o Fluminense.

O número de desarmes do time até aumentou se for considerado o período após a eliminação da Copa Libertadores. A média nos últimos 13 jogos ficou em 16 desarmes, mas subiu de 15 para 17 por jogo a partir da derrota para o Palmeiras que decretou a queda no torneio continental.

Depois da eliminação da Copa do Brasil para o Fortaleza, Crespo lamentou a impressão de parte da torcida de um "time sem vontade" e disse que a eliminação "dói ainda mais" por isso. A equipe do argentino tem agora apenas o Brasileiro pela frente, com duelo com o Atlético-GO às 16h deste domingo (19).

Com números estáveis, cresce a relevância dos erros individuais nos resultados ruins recentes do São Paulo. Na Arena Castelão, por exemplo, Benítez vacilou ao não disputar a bola na saída de jogo e, na sequência, Volpi não conseguiu parar o chute forte de Ronald no primeiro gol; já no segundo tento sofrido, o goleiro são-paulino saiu mal do gol e deu opção do cruzamento para Henríquez, que, sozinho e diante da meta livre, pôde cabecear com facilidade.

Apesar da manutenção da maioria dos números, um setor caiu, de fato, de rendimento: o da criação no ataque. Entre a partida contra o Flamengo e o duelo que precedeu a queda para o Palmeiras, o São Paulo tinha média de 15 chutes ao gol por jogo, sendo 10 deles de dentro da área do adversário. Neste período, o time de Crespo venceu quatro jogos, empatou dois, ambos com o rival alviverde, e perdeu para os flamenguistas.

No entanto, desde a partida que eliminou os tricolores da Libertadores, o número de finalizações caiu drasticamente: são 8,8 chutes por jogo e somente 5,5 de dentro da área, praticamente metade do que conseguia antes. Com a dificuldade para penetrar na área, o time de Crespo tem apelado para os cruzamentos.

O São Paulo aumentou a média de cruzamentos por jogo de 18 para 21 desde a eliminação na Libertadores. O número de gols também caiu: de média de 1,5 por jogo entre a goleada para o Flamengo e o jogo antes da eliminação para somente 1 por partida desde a derrota por 3 a 0 para o rival Palmeiras.

Contra o Atlético-GO, são-paulinos apostam na reestreia de Calleri para melhorar esses números —há dúvida, no entanto, se ele será titular. Outro reforço para o ataque será Marquinhos, recuperado de lesão muscular. Em contrapartida, o São Paulo não terá Benítez e Miranda, ambos suspensos. Assim, a provável escalação tricolor é a seguinte: Volpi; Arboleda, Bruno Alves e Léo; Igor Vinicius, Luan, Liziero, Gabriel Sara e Reinaldo; Éder e Rigoni.

Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP)

Horário: 16h (de Brasília) deste domingo (19)

Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)

VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Transmissão: TV Globo e Premiere

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