São Paulo luta para ter titulares na final
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quinta-feira, 03 de agosto de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Passada a comemoração pela classificação à decisão da Copa Libertadores da América, a sexta da história do clube, a diretoria do São Paulo já começou a se mexer, e bastante, para garantir a presença de seus principais jogadores na grande final da competição contra Internacional ou Libertad-PAR, que se enfrentariam na noite de ontem, em Porto Alegre. As principais preocupações são os casos do atacante Ricardo Oliveira e do zagueiro uruguaio Diego Lugano.
O problema com Ricardo Oliveira é o que parece mais grave. O contrato do jogador com o São Paulo vence no próximo dia 10 e a segunda partida da decisão será no dia 16. O Betis, da Espanha, exige a volta imediata do atacante para o início da temporada espanhola e até o momento não sinaliza com uma liberação. Um representante do São Paulo e outro do atleta já estão em Sevilha para negociar com os dirigentes.
''Temos dois instrumentos (espécie de contratos) que mostraremos para o Betis. Um com mais três meses de contrato e outro maior até o final do ano. Espero que os dirigentes se sensibilizem e vejam que isso pode favorecê-los, já que o Ricardo poderá se valorizar mais'', disse João Paulo Jesus Lopes, diretor de futebol do São Paulo.
Outro imbróglio é a convocação inesperada de Lugano para o amistoso da seleção do Uruguai contra o Egito, no Cairo, no dia 16. A diretoria são-paulina já pediu a liberação do zagueiro. ''Já encaminhamos um ofício para a Conmebol e o presidente Nicolas Leoz se mostrou favorável ao nosso pedido. A Associação Uruguaia de Futebol deverá dispensá-lo deste amistoso'', afirmou João Paulo.
Antes da primeira partida da final da Libertadores, o São Paulo defenderá a liderança do Campeonato Brasileiro contra o Botafogo, domingo, em Volta Redonda (RJ).
Rogério Ceni Depois de ouvir Muricy Ramalho lhe rasgar elogios na entrevista coletiva após o jogo contra o Chivas, Rogério Ceni o abraçou, tomou o microfone e começou a falar sobre o chefe. O goleiro mostrou respeito e admiração pelo primeiro técnico a escalá-lo como titular e a incentivá-lo como batedor de faltas, em 97. ''Poucos sabem, mas não fui eu que pedi para bater faltas. Foi o Muricy que chegou para mim e disse: filho, se você estiver sentindo confiança, pode ir lá e bater. Ele me via nos treinos e confiou em mim'', disse Rogério Ceni.
O goleiro contou que treinou ''aproximadamente 15 mil faltas até ter a primeira chance de verdade num jogo''. Foi em janeiro de 97, contra o Fluminense, pelo Rio-São Paulo. O primeiro gol saiu quatro jogos depois, contra o União São João, pelo Campeonato Paulista. ''Eu cobrava 150 faltas por treino. Felizmente não demorei a fazer meu primeiro gol. Se demorasse talvez tivesse desistido. O mais importante foi ter recebido o apoio do Muricy'', disse Rogério Ceni.
O goleiro, hoje, está com 62 gols, mesma marca atingida pelo paraguaio Jose Luis Chilavert. ''Não tenho dúvida que vou me tornar o maior goleiro-artilheiro do mundo. O gol de número 63 vai acabar saindo naturalmente'', disse.


