São Paulo - Nas três últimas edições da Copa Libertadores, o São Paulo viu o sonho do título ir embora em um confronto contra outra equipe brasileira. Em 2006, o Tricolor perdeu o título para o Inter. No ano seguinte, o algoz foi outro time gaúcho, o Grêmio. E, no ano passado, o Fluminense foi o responsável por tirar a equipe paulista da disputa. Em 2009, mais uma vez, o Tricolor se depara com um rival nacional, o Cruzeiro. Para que o triste enredo para sua torcida não se repita, o São Paulo precisa reverter a vantagem obtida pela Raposa no jogo de ida das quartas-de-final - 2 a 1, no Mineirão -, hoje, a partir das 22 horas, no Morumbi.
Por ter marcado um gol na casa do adversário, o São Paulo precisa de uma vitória simples (1 a 0) para chegar à semifinal. O Cruzeiro joga pelo empate e pode até perder, desde que seja pela diferença de apenas um gol e que marque mais de uma vez. Repetição do placar do jogo do Mineirão leva a decisão aos pênaltis.
Uma das preocupações no Tricolor é não permitir que o Cruzeiro marque um gol primeiro, algo que se tornou comum nessa edição da Libertadores em jogos no Morumbi. Das três partidas que o São Paulo jogou em seus domínios na competição - diante de Independiente de Medellín, Defensor Sporting e América de Cali ), o clube venceu duas e empatou uma. Mas em todos os casos quem fez o gol primeiro foi o adversário.
''A gente tem que fazer tudo para que isso não aconteça. Mas tenho certeza que a gente não vai tomar. Chegou a hora de não tomar e sim de fazer'', decretou o zagueiro Renato Silva que, recuperado de contusão, deve ser uma das novidades do técnico Muricy Ramalho na partida. Ele volta na vaga de Jean Rolt, que não está inscrito na Libertadores.
O volante Zé Luis, que deve atuar na lateral-direita no duelo contra o Cruzeiro, pensa que o clube tem que tomar todo o tipo de cuidado na partida contra o time mineiro. ''Em uma fase decisiva de uma competição como a Libertadores a gente não pode errar. É um jogo decisivo, onde tem que ter todo cuidado porque é um jogo esperado, de muita expectativa'', explicou.
Além de não contar com Jean Rolt, o técnico Muricy Ramalho não terá outro zagueiro: Miranda, que está na seleção brasileira. A dúvida fica por conta da presença de Hernanes ou Eduardo Costa no meio-campo. Washington e Borges serão os responsáveis por marcar os gols.
No Cruzeiro, o técnico Adilson Batista adota o mistério. Ele não permitiu a presença da imprensa nos treinos da semana em Atibaia, cidade do interior paulista onde a equipe ficou concentrada. Uma das estratégias do comandante mineiro pode ser congestionar o meio-campo. Com isso, Bernardo ganharia a vaga de Wellington Paulista e Wagner jogaria no ataque ao lado de Kléber.
Para o atacante, na partida contra o São Paulo, a garra será mais importante que a própria técnica. ''A gente precisa ter mais garra, determinação, correr, lutar, porque, principalmente este jogo de quinta-feira, eu particularmente não acho que é de tática ou de técnica, não. É um jogo de garra, de vontade. Acho que quem tiver mais vai sair de lá com a vitória'', finalizou Kléber.

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