São Paulo lamenta suas contratações equivocadas
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sexta-feira, 18 de abril de 2008
Agência Estado 
São Paulo - O São Paulo errou nas contratações que fez em 2008. A avaliação não veio da oposição ou de uma ala mais crítica da torcida são-paulina. Quem admitiu foi o próprio presidente do clube, Juvenal Juvêncio. ''As peças que trouxemos não corresponderam às nossas expectativas'', declarou o mandatário, que na próxima terça-feira tenta a reeleição.
O único poupado por Juvenal Juvêncio foi o atacante Adriano, que marcou 10 gols nas últimas 11 partidas do São Paulo. Já o meia Carlos Alberto, o volante Fábio Santos, o zagueiro Juninho e o lateral-direito Joílson não tiveram a mesma condescendência por parte do presidente do São Paulo. Enquanto isso, o lateral Éder (ex-Noroeste), o atacante Éder Luís (ex-Atlético-MG) e o lateral Jancarlos (ex-Atlético-PR) jogaram pouco neste ano, o que os livrou das críticas.
''Tem jogador que estava bem no outro time e aqui não correspondeu'', reclamou Juvenal Juvêncio, em clara referência à dupla Juninho e Joílson, que brilhava no Botafogo no ano passado e nunca convenceu no São Paulo. O presidente também classificou a passagem de Carlos Alberto pelo clube como ''um casamento que não deu certo''.
Carlo Alberto chegou ao São Paulo em janeiro, cedido por seis meses pelo Werder Bremen (Alemanha), e foi dispensado nesta semana, após seguidos atos de indisciplina. ''O Luís Fabiano também não deu certo no Porto e foi dar certo no Sevilla. Essas coisas acontecem'', comentou Juvenal Juvêncio.
A reintegração de Fábio Santos, sempre segundo o presidente do São Paulo, se deu porque o jogador pediu perdão e porque os colegas solicitaram o retorno dele. Juvenal Juvêncio também jurou que o fato de o técnico Muricy Ramalho não dispor de outros volantes no elenco em nada influenciou a sua decisão.
Fábio Santos jogou um relógio em Carlos Alberto e fugiu da concentração no dia 4 de abril. Foi punido por 29 dias (porque 30 significaria demissão), mas teve a pena reduzida quando o time ficou sem volantes para o segundo jogo das semifinais do Campeonato Paulista, domingo, contra o Palmeiras.
Exceção
Adriano, por outro lado, foi amplamente elogiado por Juvenal Juvêncio. O presidente não deixou de atribuir a si próprio a recuperação do atacante, que vivia má fase na Inter de Milão. ''Ele está bem aqui porque voltou a ser alegre'', afirmou.
Antes de brilhar com a camisa são-paulina, no entanto, Adriano também enfrentou alguns problemas. Ele chegou a abandonar um treino, quando foi multado em 40% do salário e teve de pedir desculpas aos companheiros. Depois disso, o atacante entrou no rumo certo e passou a ser decisivo dentro de campo.
Apesar de todas as críticas aos reforços, Juvenal Juvêncio não admitiu falar em ''falha de planejamento'' na montagem do atual elenco. ''Seria um erro de terminologia, mas é verdade que alguns deixaram a desejar'', disse o presidente, que revelou que o clube ainda busca reforços para a segunda fase da Libertadores e para o segundo semestre.


