São Paulo joga por vaga e sistema defensivo
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terça-feira, 24 de abril de 2007
Folhapress 
São Paulo - Após os quatro gols sofridos na derrota por 4 a 1 para o São Caetano, que eliminou o time do Campeonato Paulista, o São Paulo tenta hoje, diante do Audax Italiano, no Morumbi, pela Libertadores, não só a classificação para as oitavas-de-final da competição sul-americana e o fim do clima pesado, mas também a recuperação da defesa.
A equipe do técnico Muricy Ramalho foi a menos vazada na fase de classificação do Estadual, com apenas 14 gols sofridos em 19 jogos. Na Libertadores, sofreu apenas dois gols nos cinco jogos que disputou até agora e lidera o Grupo 2.
''(Contra o São Caetano) foi um jogo atípico e não podemos crucificar todo um trabalho. Nossa zaga sempre foi considerada um ponto forte do time e isso não muda de um dia para o outro'', disse o zagueiro Miranda, que admitiu o abatimento dos companheiros após a derrota de sábado. ''O clima está diferente. Quando você está acostumado a ganhar e é eliminado da maneira como foi, o clima fica diferente'', afirmou.
Um empate garante a classificação são-paulina nesta quarta, já que o time lidera o Grupo 2 com dez pontos, mesmo número do próprio Audax Italiano, que perde no saldo de gols. O Necaxa, que tem nove pontos, enfrenta o Alianza Lima na última rodada, também tem chances de conseguir uma vaga.
''Agora é hora de tocar o barco, treinar, trabalhar ainda mais. Não podemos entrar com espírito de derrotado contra o Audax'', disse o lateral-direito Ilsinho, autor do único gol da equipe na derrota contra o time do ABC. ''Temos que fazer amanhã (hoje) tudo que não conseguimos fazer no sábado'', observou.
Ilsinho fez uma comparação do cenário atual com um momento vivido pelo São Paulo no ano passado: após o vice na Libertadores e a perda da Recopa, o time se uniu em busca do título brasileiro. ''Este é um exemplo claro. Estávamos em um momento delicado e a gente se reergueu.''
Retrospecto - Se depender do retrospecto, o torcedor do São Paulo pode ficar tranquilo. A equipe não perde dois jogos seguidos no Morumbi há três anos e oito meses. A última sequência negativa em casa aconteceu no Brasileirão de 2003.
À época, o São Paulo, comandado pelo chileno Roberto Rojas, foi surpreendido pela Ponte Preta no dia 24 de julho. Jean abriu o placar para o time de Campinas, enquanto Luís Fabiano empatou. Nos acréscimos, o goleiro Rogério Ceni foi expulso, e, sem poder fazer outra substituição, o lateral Gustavo Nery foi para o gol e levou o tento da virada, anotado por Rafael Santos.
A recuperação em casa também não aconteceu no jogo seguinte, contra o Internacional. Os gaúchos venceram por 2 a 0, com gols de Wilson e Nilmar.
Apesar do longo tempo sem perder duas seguidas no Morumbi, o São Paulo vê um exemplo na própria Libertadores que pode causar temor para o jogo desta quarta. Na edição de 1978, o time, então dirigido por Rubens Minelli, sofreu duas derrotas em casa na sequência e, uma delas, para um rival chileno.
O primeiro revés foi contra o Atlético-MG no dia 9 de abril, pela primeira fase, quando perdeu por 2 a 1. Já no dia 16 de abril, o São Paulo recebeu o Palestino, do Chile, e perdeu pelo mesmo placar.
EM SÃO PAULO
São Paulo
Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda; Ilsinho, Josué, Souza, Hugo e Jadílson; Leandro e Aloísio. Técnico: Muricy Ramalho
Audax Italiano
Peric; Rieloff, Rivera, González e Cereceda; Garrido, Leal, Romero e Villanueva; Moya e Di Santo. Técnico: Raúl Toro
Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)
Estádio: Morumbi
Horário: 21h45


