São Paulo já sofre pressão pela venda de Kaká
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de agosto de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Começou muito mais cedo do que todos poderiam supor a pressão pela venda de Kaká. O time do São Paulo e o presidente Marcelo Portugal Gouvêa foram bastante vaiados após o empate diante do Criciúma em Ribeirão Preto. A revolta nasceu porque pela terceira vez o clube deixa escapar a chance de assumir a liderança do Brasileiro. Todos acusaram o golpe.
Principalmente o presidente, que repassou a culpa da saída do jogador aos próprios torcedores. ''Só faltava isso. Agora estou sendo criticado pelos torcedores por haver vendido o Kaká. Principalmente os da torcida uniformizada Independente. Eles mesmos estavam vaiando e pedindo a saída do jogador. Esse comportamento deles contribuiu para a venda. Não aceito essas críticas. Elas são injustas.''
A pressão que Marcelo sofre pela venda de Kaká chegou até os conselheiros, que não se conformam com o valor da transação, US$ 8,2 milhões, considerado baixo pelo talento do atleta de 21 anos.
Principalmente diante das dívidas de R$ 50 milhões anunciadas no último balanço do São Paulo. ''Vou destinar 20% do dinheiro arrecadado com o Kaká e com Júlio Baptista (vendido por US$ 2,8 milhões) para pagar as dívidas. E vou explicar no site oficial do São Paulo o porquê dos R$ 50 milhões de dívida'', diz.
Portugal sabe o quanto está sendo criticado pelo endividamento. Ainda mais agora que já se esboça o início da campanha eleitoral. Gouvêa já perdeu o apoio da importante ala de Márcio Aranha que abandonou a vice-presidência do clube. Tentando ganhar a simpatia neste momento de cobrança, o dirigente faz questão de lembrar uma aposta sua que deu certo. ''Não falavam que o Lugano era terceiro reserva no Nacional? Pois bem, ele conseguiu se adaptar ao futebol brasileiro e está jogando bem demais. Quero ver se as pessoas que me criticaram quando eu resolvi contratá-lo se elas reconhecem o meu acerto'', afirma.


