São Paulo já admite negociar França
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segunda-feira, 19 de junho de 2000
Agência Folha De São Paulo 
Sem cacife para evitar a venda de seus astros, a maior esperança do São Paulo para obter recursos financeiros neste ano, por enquanto, chama-se Françoaldo Sena de Souza, mas atende simplesmente por França. O atacante do time e da Seleção Brasileira, artilheiro do Campeonato Paulista-2000, está sendo negociado com duas equipes estrangeiras, mas deve ir para o Valencia, da Espanha.
Segundo o presidente do São Paulo, Paulo Amaral, e o próprio atacante, o entrave para a concretização dos negócios é o valor do passe de França. O clube têm recusado ofertas inferiores a US$ 15 milhões, mas diz não saber o valor do passe do atacante. Sinceramente, não sei quanto vale o França, disse Amaral, anteontem.
Com o futuro indefinido, o atacante, que não jogou ontem por estar contundido, disse que vem sofrendo com a ansiedade. Por mim, preferiria ir para Espanha ou Itália. Mas só vou acreditar que será possível quando o negócio se concretizar, disse França, que participou da festa do São Paulo pelo título paulista.
Para a vaga do atacante, o São Paulo poderá ter Edmundo, dispensado pelo Vasco. Na defesa, o São Paulo está vendendo Edmílson para o Arsenal, da Inglaterra, e comprando César, do Paris Saint-Germain. O time também tenta contratar o zagueiro Émerson e o atacante Leandro, ambos da Lusa.
Modernazição O título de campeão do Paulista-2000, conquistado ontem pelo São Paulo, após empate com o Santos em 2 a 2, no Morumbi, fortaleceu os setores contrários à modernização do clube. Como modernização entenda-se a parceria com investidores nacionais ou internacionais, que passariam a ter poderes sobre a marca e, possivelmente, o departamento de futebol do clube.
Se nós estamos competindo de igual para igual com os demais times e, no caso do Paulista, até ganhando, não vamos fazer uma parceria, uma modernização, que vai diminuir o poder do clube, disse ontem o presidente do São Paulo, Paulo Amaral.
O presidente assumiu o cargo há pouco mais de dois meses prometendo priorizar em sua gestão a busca de um parceiro para o clube. São Paulo e Lusa são os únicos times grandes paulistas que ainda não têm parceiros.
Antes da eleição, Amaral defendia um modelo de parceria que envolvesse apenas o departamento de futebol do São Paulo. Após o título do Estadual, disse, no entanto, que o clube precisa ter o controle sobre todos os setores, inclusive o futebol.


