O São Paulo demitiu o técnico Roger Machado após a eliminação na 5ª fase da Copa do Brasil, quando perdeu por 3 a 1 para o Juventude no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. A queda acelerou um processo que já vinha sendo discutido internamente e abriu espaço para a busca de um novo comandante.

Segundo Rui Costa, executivo de futebol do São Paulo, a decisão foi tomada em consenso com o treinador.

“Pelo que fizemos no primeiro jogo e deixamos de fazer no segundo, entendemos, em conversa com o Roger, que a pressão externa aumentaria ainda mais com a continuidade do processo. Por isso, avaliamos que este era o momento da troca, com o apoio e a compreensão do presidente”, afirmou. O dirigente já havia protagonizado, em março, a demissão de Hernán Crespo, então nas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, para bancar a contratação de Roger, que deixou o cargo apenas dois meses depois.

Dorival Júnior é o favorito

O nome preferido da diretoria é o de Dorival Júnior, que já recebeu um primeiro contato e vê com bons olhos a possibilidade de retornar ao Tricolor. O entrave, porém, é financeiro.

No início da semana, antes da eliminação, o presidente Harry Massis afirmou, em áudio vazado, que não demitiria Roger por falta de recursos para arcar com mais uma multa rescisória. Também declarou que o salário de Dorival estava acima da realidade econômica atual do clube. A queda na Copa do Brasil, contudo, mudou o cenário e fez a diretoria recuar da posição inicial.

Outras opções

Caso o acordo com Dorival não avance, o São Paulo trabalha com alternativas. Uma delas é Juan Pablo Vojvoda, que acumula bons trabalhos por Fortaleza e Santos. Outro nome bem avaliado é o de Rogério Ceni, atualmente no comando do Bahia, mas pressionado após a eliminação para o Remo na mesma competição.

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