Recife - Mais do que o campeão, o que definitivamente voltou no Campeonato Brasileiro foi a sorte de campeão do São Paulo. Depois de sofrer o empate aos 40 minutos do segundo tempo e de ter de se defender sem dois zagueiros para evitar a derrota que se desenhava, o time são-paulino ainda teve forças para encontrar a vitória aos 47 minutos, fazendo 2 a 1 sobre o Sport, na Ilha do Retiro, em Recife.
Foi a sexta vitória seguida do São Paulo, que também já soma oito jogos sem perder. Chegou aos 33 pontos e entrou no G-4. E agora, mais do que nunca, assombra os rivais ao título. Enquanto isso, o Sport segue na lanterna do campeonato, com apenas 13 pontos.
A dramática vitória são-paulina se desenhava bem mais tranquila no primeiro tempo. Aos 25 minutos, quando o São Paulo tinha o jogo controlado, Hernanes lançou por cobertura para Borges, que tocou de cabeça para Washington. O artilheiro, completamente livre, completou de primeira: 1 a 0 no placar.
Foi uma ducha de água gelada na revoltada torcida pernambucana. O Sport sentiu o golpe e passou a errar ainda mais. O placar mínimo ao final do primeiro tempo acabou sendo pouco para o São Paulo, que foi muito superior aos donos da casa.
No intervalo, porém, o técnico Péricles Chamusca corrigiu seus próprios erros na escalação do time pernambucano e tirou duas peças que nada renderam: Juliano e Fumagalli. Com Fabiano e Luciano Henrique, o Sport se atirou todo ao ataque e passou a fazer o que não conseguiu durante todo o primeiro tempo: chutar a gol.
O São Paulo passou, então, a apenas se defender. E fazia isso como era possível, normalmente na base do chutão.
A situação passou a ficar dramática quando, aos 24 minutos, o zagueiro Miranda fez falta em Wilson, recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. O Sport passou a pressionar ainda mais. Aí, aos 36, o atacante Wilson tentou cavar um pênalti, mas o árbitro não foi na dele e ainda lhe aplicou o segundo amarelo, seguido do vermelho.
Assim, os dois times passaram a ter dez jogadores, mas logo o zagueiro Renato Silva faria outra falta dura e também receberia o segundo amarelo e, consequentemente, o vermelho. Com nove jogadores, e sem dois zagueiros, o São Paulo não resistiu à pressão. Aos 39 minutos, a bola foi erguida na área e Fabiano, livre na pequena área, empatou.
A Ilha do Retiro pegou fogo. Animado, o time da casa se atirou ainda mais ao ataque, acreditando na vitória. Foi quando o lateral-direito Moacir ''enterrou'' o Sport. Ao tentar um drible no ataque, perdeu a bola para Júnior César, que avançou rapidamente e acertou cruzamento certeiro na cabeça de Hugo., que fez 2 a 0 já aos 47 minutos.
Um resultado de competência, mas, principalmente, de muita sorte. ''O momento é especial e o São Paulo pode ir além'', comemorou o atacante Washington, empolgado com a excelente fase são-paulina no Brasileirão, que faz os torcedores sonharem com o quarto título seguido.


NO RECIFE

Sport 1

Magrão; Igor, César e Durval; Moacir, Andrade, Fumagalli (Luciano Henrique), Juliano (Fabiano) e Dutra; Wilson e Ciro. Técnico: Péricles Chamusca

São Paulo 2

Denis; Renato Silva, André Dias e Miranda; Adrián Gonzalez (Zé Luís), Richarlyson, Hernanes, Jorge Wagner e Junior Cesar; Washington (Wellington) e Borges (Hugo). Técnico: Ricardo Gomes

Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Estádio: Ilha do Retiro
Gols: Washington, aos 24, e Fabiano, aos 40 minutos do 2º tempo; Hugo, aos 48 minutos do 2º tempo
Expulsões: Miranda, Renato Silva e Wilson

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