São Paulo - Depois de enfrentar uma maratona de jogos decisivos e de entrar em campo com um time esfacelado nos últimos compromissos, o São Paulo finalmente terá uma semana inteira para se preparar de olho no confronto contra o Cruzeiro, domingo, no Morumbi. Para o técnico Muricy Ramalho, o tempo será fundamental para que o time volte a apresentar um bom futebol e reencontre as vitórias.
''A última vez que nós tivemos uma semana inteira para se preparar para um jogo foi há 40 dias, antes da partida contra o Santos. E nós fizemos a partida que fizemos. Aliás, naquele jogo, as duas equipes se prepararam bem e mostraram um futebol de alto nível'', destacou o treinador. ''Nas últimas semanas não tivemos isso. Enfrentamos Santos, Boca, Inter, Flamengo, Corinthians, Fluminense... Só jogo decisivo. É um desgaste muito grande'', completou Muricy.
A semana de recuperação não poderia ter vindo em hora melhor. Além da oportunidade de recuperar vários titulares contundidos, como Souza e Dagoberto, Muricy Ramalho nunca escondeu que a partida contra o time de Dorival Júnior é, na prática, a decisão do Brasileirão. ''É o jogo da nossa vida. Um derrota ou uma vitória contra o Fluminense, por exemplo, não mudaria nada para nós. O que vai decidir mesmo são as próximas partidas que teremos em casa. E por isso estamos indo com todas as forças para esses confrontos.''
O treinador são-paulino refere-se, além do jogo contra o Cruzeiro, à partida diante do rebaixado América-RN, dia 31, no Morumbi. Antes, o time encara o Sport, no Recife (além do Millonarios, em Bogotá, pela Sul-Americana). Com três vitórias nesses próximos três jogos, o título só sairia do Morumbi se o Santos vencesse os sete jogos restantes e o São Paulo perdesse os quatro últimos - nesse caso hipotético, ambos empatariam em 73 pontos e o Santos levaria pelo número de vitórias, 23 a 22.
A julgar pelas últimas rodadas, a tarefa de conquistar o título ainda em outubro não é das mais difíceis. Mesmo conquistando apenas um ponto em três jogos, o São Paulo manteve uma grande diferença em relação ao vice: 11 pontos. ''Isso aconteceu porque aproveitamos nosso bom momento para acumular gordura. Isso estava previsto. Sabíamos que passaríamos por problemas de contusão e suspensão, como de fato aconteceu, mas conseguimos uma vantagem que nos permitiu perder pontos na hora certa. Acumulamos essa gordura por nosso próprios méritos, ninguém nos deu de presente'', disse Muricy.

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