São Paulo fecha 'década de ouro'
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domingo, 18 de junho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O São Paulo conquistou ontem o título de campeão paulista ao empatar por 2 a 2 com o Santos, no Morumbi, e fechou com chave de ouro a melhor década de sua história. Foram dois títulos mundiais e duas Libertadores (92-93), um brasileiro (91) e quatro paulistas (91-92-98 e 2000). O resultado confirma a ascensão do São Paulo nas últimas três décadas, quando foi campeão estadual mais vezes do que Corinthians e Palmeiras.
O título deste ano ficou encaminhado na primeira partida, com a vitória de 1 a 0. Como também tinha melhor campanha do que o adversário, o São Paulo poderia até perder por um gol. Por duas vezes, o time ficou atrás no placar, mas em duas bolas paradas conseguiu a igualdade. Dodô e Rincón, em cobrança de pênalti, fizeram os gols do Santos; Rogério Ceni e Marcelinho marcaram para o Tricolor.
Apesar de entrar como favorito, o São Paulo sentiu a ausência do centroavante França, que sentiu o músculo e ficou fora. O primeiro tempo foi de poucas emoções. Com a vantagem do regulamento, o São Paulo congestionou o meio-de-campo. Edu e Raí jogaram mais recuados e até mesmo o centroavante Evair vinha buscar o jogo na intermediária.
Já o Santos se atirou para o ataque, mas sem muita qualidade. Dodô e Caio não conseguiam jogadas pelo meio e quem tinha mais espaço, como os laterais Baiano e Rubens Cardoso, não conseguia dar bom acabamento nas jogadas.
Depois que Maldonado quase fez contra, aos cinco minutos, o jogo ficou truncado, com alguns passes errados e muitas faltas.
Numa delas, aos 30, Rincón cobrou rápido para Baiano, que achou Dodô sozinho na área. O atacante cabeceou no canto, mas a bola sairia se não tivesse sido desviada no são-paulino Belletti. Mesmo com 1 a 0, o São Paulo não se abriu e o jogo seguiu em ritmo lento até que aos 39, Rogério Ceni cobrou uma falta com perfeição, no canto esquerdo de Carlos Germano para empatar o jogo.
Para tentar surpreender o Santos no segundo tempo, o São Paulo voltou no ataque. Antes dos dois minutos, Marcelinho já tinha chutado duas vezes contra Germano. O Santos, porém, não se intimidou e reagiu. Aos oito, Rincón entrou a dribles na área do São Paulo e foi derrubado por Vágner. O próprio Rincón cobrou e desempatou.
O jogo ficou ainda mais eletrizante. Aos 12, Marcelinho driblou até a pequena área, mas se embolou com a zaga do Santos e chutou fraco. No contra-ataque, Anderson ficou livre na entrada da área, mas concluiu em cima de Rogério Ceni. Preocupado com o recuo do time, Levir tirou os apagados Edu e Evair para colocar Carlos Miguel e Sandro Hiroshi.
Com as alterações, o São Paulo equilibrou a partida e voltou ao ataque. O resultado surgiu aos 23, em outra bola parada. Da meia esquerda, Marcelinho cobrou com perfeição no canto direito de Germano, que ainda tocou na bola.
O novo empate foi uma ducha fria no Santos, que se perdeu em campo. Já no desespero, aos 28, Robert chutou de longe na rede, pelo lado de fora.
Para piorar, Anderson foi expulso aos 30 minutos e o técnico Giba resolveu tirar o atacante Caio para colocar o zagueiro Márcio Santos. Antes já tinha sacado Valdo para a entrada de Deivid. As mudanças só desarticularam ainda mais o time, que ficou sem ligação entre a defesa e o ataque.


