São Paulo O maior cuidado do São Paulo para o jogo decisivo da Copa Libertadores, amanhã, no Morumbi, é não dar combustível para o adversário. A ordem entre jogadores, comissão técnica e dirigentes é evitar declarações polêmicas que possam servir de incentivo extra para o Atlético Paranaense. A diretoria garante que não armou nenhuma festa para o elenco e ordenou vigilância ainda maior sobre os jogadores no dia-dia do clube. ''O Atlético é uma grande equipe e teve méritos para chegar até aqui'', e ''não somos favoritos, quem diz isso é a torcida e a imprensa'', são as frases mais ouvidas nas entrevistas.
Até a premiação para uma possível conquista é mantida sob sigilo. Estima-se que o grupo dividirá entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão se vencer a competição continental quantia que será reforçada com a arrecadação recorde prevista para o confronto: cerca de R$ 2 milhões.
O temor dos dirigentes é que o experiente técnico Antônio Lopes utilize esse tipo de informação para acirrar o ânimo de seus comandados, como já declarou em algumas entrevistas nos últimos dias. Mas o treinador Paulo Autuori é taxativo: o clima no São Paulo é de muito respeito ao adversário. ''Aqui não tem nada disso de já ganhou'', afirmou Autuori.
Um dos símbolos do que não se deve fazer numa decisão de Libertadores ocorreu no ano passado, quando o time posou para as fotografias ao lado de uma bandeira do Japão, no primeiro jogo da semifinal contra o Once Caldas, no Morumbi, em alusão à virtual conquista do título e da chance de ir disputar o Mundial de Clubes, em Tóquio. A equipe ficou no 0 a 0 e foi eliminada no segundo duelo, na Colômbia, com derrota por 2 a 1. Por isso, o emblema nipônico está proibido no Morumbi este ano. (Agência Estado)

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