São Paulo - Fora da Copa Libertadores pelo segundo ano consecutivo, o São Paulo garante que não se preocupa com a receita que vai deixar de ganhar. Mas a falta da bilheteria vai pesar no bolso: o lucro com a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana deste ano, somados, foi menor do que o arrecadado em um só jogo da Libertadores de 2010.
''Financeiramente, o São Paulo não tem nenhum prejuízo em não disputar a Libertadores. São, no máximo, sete partidas em casa'', minimizou o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes. ''E as competições da Conmebol são muito deficitárias, pois as cotas pagas são baixas''.
Eliminado precocemente nas duas competições, o São Paulo fez apenas três jogos pela Copa do Brasil e dois pela Copa Sul-Americana em 2011. No total, as cinco partidas renderam pouco menos de R$ 2,5 milhões ao clube. O montante é irrisório se comparado ao que o clube faturou na Libertadores de 2010, quando foi eliminado na semifinal pelo Internacional: em seis jogos, foram R$ 11,7 milhões. O faturamento maior, é claro, veio nas quartas de final (R$ 2,87 milhões) e na semifinal (R$ 4,48 milhões).
Bilhetes caros
Além do maior público que atrai, a Libertadores tem a vantagem nos preços do ingresso. Cada bilhete custa, em média, quase R$ 70, valor muito superior aos que o clube pode cobrar na Copa do Brasil (R$ 23) e da Sul-Americana (R$ 21).
João Paulo reconhece que neste aspecto a Libertadores faz falta e aproveita pra alfinetar os rivais corintianos. ''Para o São Paulo, que tem estádio, é possível ter algum lucro, pois a receita de bilheteria é boa. Mas podemos conseguir isso na Copa Sul-americana, que também atrai o nosso torcedor'', disse o dirigente.
Segundo ele, a receita anual de bilheteria representa entre 8% e 12% dos rendimentos totais do clube. ''O prejuízo financeiro da não presença na Libertadores é grande apenas se o time for campeão, pois a presença no Mundial de Clubes é muito rentável''.

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