São Paulo faz jogo do ano na Colômbia
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terça-feira, 15 de junho de 2004
Agência Estado 
Pereira - O São Paulo vai entrar em campo hoje, às 21h45, em Manizales, para lutar por uma vaga na final da Libertadores. Além de poder manter vivo o sonho do tricampeonato continental, uma obsessão dos são-paulinos, o jogo contra o Once Caldas será decisivo para o futuro da equipe nos seis meses restantes da temporada. É o que pensam vários dirigentes e o técnico Cuca, que acreditam que a campanha até o fim de 2004 está diretamente ligada à partida desta noite, que ganhou status de final de Copa do Mundo para o grupo. Uma vitória por qualquer placar classifica o São Paulo. O empate leva a definição para as cobranças de pênalti.
Uma eventual eliminação contra os azarões colombianos fatalmente abalará o elenco, provocará a saída de alguns jogadores e influenciará no desempenho do time no Campeonato Brasileiro. A vitória já deixará os atletas com a sensação de dever cumprido e os manterá motivados para a sequência do Nacional, mesmo que não consigam derrotar os argentinos de Boca Juniors ou River Plate na decisão. Cuca vai longe e aposta que, se o São Paulo ganhar a Libertadores, vai também ser campeão do Brasil. ''Para mim, não é o jogo mais importante do ano. É o jogo mais importante da minha vida e da vida dos atletas'', declarou. ''É a competição mais importante de que participo.''
A magia com que os são-paulinos encaram o torneio está mexendo com o time, que vem superando a limitação técnica com grande força de vontade. É por isso que muita gente no Morumbi teme que, em caso de desclassificação, o encanto possa acabar e o São Paulo volte a uma dura realidade, a mesma que vem vivendo desde 1994. ''A equipe é boa, mas tem muitas limitações e está conseguindo avançar na base da motivação. Se for eliminada na semifinal, vai se abalar e pode perder o rumo no Brasileiro'', comentou um dirigente, que preferiu não se identificar.
Todos apostam que o Once Caldas, incentivado por 40 mil torcedores, será obrigado a partir para o ataque, diferentemente do que ocorreu no Morumbi, onde houve empate por 0 a 0. E, assim, abrirá espaço para os contra-ataques. ''Eles não vão ficar retrancados de novo, vão sair para o jogo'', apostou Cuca. O técnico são-paulino espera decidir a classificação nos 90 minutos, mas, mesmo assim, não economizou no treinamento de cobranças de pênalti.
Luís Fabiano O artilheiro acordou ontem alegre, falante, brincando com as pessoas no Hotel Meliá, em que o São Paulo está hospedado, em Pereira. Viu, num jornal colombiano, uma foto do Estádio Palogrande e perguntou se aquele era o local do confronto com o Once Caldas. Assim que ouviu a resposta afirmativa, disparou: ''É um lugar perfeito para eu marcar gols.''
Sua euforia tem explicação. Além de viver excelente momento na carreira e poder levar seu time à final da Libertadores, estar sendo disputado por clubes poderosos, como Barcelona e Porto, aguarda ansiosamente pelo nascimento de sua primeira filha, Giovanna, marcado para amanhã a mulher, Juliana, passará por uma cesariana. ''Quarta-feira é dia do jogão, depois é dia da chegada da minha princesa.''
O artilheiro da Libertadores, com oito gols, pediu para se separar da delegação amanhã para ver o primeiros dias de vida da filha. Após o almoço, a delegação viaja, na mesma quinta, para Belém do Pará, onde no domingo enfrenta o Paysandu pelo Campeonato Brasileiro.
EM MANIZALES
Once Caldas
Henao; Rojas, CataÀo, Vanegas e García; Viáfara, Velásquez, Soto e Valentierra; Moreno (Díaz) e Alcázar. Técnico: Luis Fernando Montoya
São Paulo
Rogério Ceni; Cicinho, Fabão, Rodrigo e Gustavo Nery; Alexandre, Fábio Simplício, Marquinhos e Danilo (Fábio Santos); Grafite e Luís Fabiano. Técnico: Cuca
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Estádio: Palogrande
Horário: 21h45


