São Paulo fatura alto na Libertadores
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quinta-feira, 07 de julho de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Ainda falta vencer o Atlético-PR, na próxima quinta-feira, no Morumbi, para o São Paulo conquistar o título da Copa Libertadores. Mas independente do resultado final, a temporada é vitoriosa em termos financeiros para o clube: entre bilheterias, premiações e cotas de televisão e publicidade, aproximadamente R$ 9 milhões entrarão nos cofres são-paulinos sem contar R$ 26 milhões de cotas do Brasileirão e do Paulistão.
A diretoria não confirma, mas se o São Paulo conquistar a Libertadores e garantir vaga no Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, no Japão, especula-se que receberá cerca de US$ 5 milhões a premiação total do torneio será de US$ 15 milhões. ''Ainda nem pensamos nisso'', revelou João Paulo de Jesus Lopes, diretor de planejamento e desenvolvimento do clube.
''Os clubes só recebem essas informações oficiais quando se classificam para o Mundial, e ainda falta muito para atingirmos o objetivo'', justificou o dirigente são-paulino.
A campanha na Libertadores também traz excelente retorno para a marca do clube. De acordo com o Ibope, as duas maiores audiências da televisão brasileira este ano, em jogos de clubes, foram com o São Paulo: 42 pontos na vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, nas oitavas-de-final, e 45 pontos, no primeiro jogo da final, contra o Atlético-PR, na quarta-feira.
O sucesso no torneio impulsiona outros números favoráveis. As vendas de camisas do São Paulo subiram de 8 mil para 20 mil unidades por mês. Além disso, só no segundo jogo decisivo da Libertadores, no Morumbi, o clube arrecadará cerca de R$ 2 milhões com as bilheterias.
''É uma das maiores rendas do futebol brasileiro, em termos de clubes, nos últimos tempos'', afirmou João Paulo de Jesus Lopes, que festeja o aumento expressivo do número de torcedores. ''As últimas pesquisas indicam que nossa torcida cresce 7% ao ano, contra 6% da do Corinthians'', comparou. ''Isso é importante, garante que tenhamos um bom público nos nossos jogos, em qualquer parte do Brasil.''
Diante de tantos dados positivos, é possível afirmar que o São Paulo de hoje se tornou tão famoso quanto o da era Telê Santana período em que a equipe, comandada pelo ex-treinador, conquistou todos os títulos possíveis, com o de bicampeão mundial, em 1992 e 1993.
''Os efeitos econômicos são ainda maiores em relação àquela época'', revelou João Paulo de Jesus Lopes. ''Hoje, o retorno de mídia é maior, há muito mais divulgação dos jogos e a exposição da marca, consequentemente, aumenta consideravelmente.''
Concentração Nada de festa. Nada de badalação. Está tudo proibido. O CT da Barra Funda vai ser ''blindado'' pela diretoria do São Paulo, que quer ver seus jogadores pensando unicamente na conquista da Libertadores.


