São Paulo, 27 (AE) - O diretor do Departamento de Futebol Amador do São Paulo, José Roberto Canassa, afirmou hoje que o clube realiza exames nos seus jogadores para determinar a idade óssea de cada um, com o objetivo de evitar problemas como a falsificação dos documentos. "Quando eu tenho desconfiança de um atleta aqui, eu mando fazer até exame ósseo."
O dirigente revelou que, no ano passado, dois atletas passaram pelo clube e despertaram desconfiança quanto à idade. Os exames realizados constararam diferença de três anos em um jogador e quatro no outro. "Hoje, estou tomando precauções, inclusive com declaração assinada e reconhecida a firma dos pais." O São Paulo já tem o atacante Sandro Hiroshi envolvido em falsificação de documento de identidade.
O clube paulista apresentou hoje os documentos do lateral-direito Henrique, que não embarcou para a viagem da seleção brasileira sub-17 que vai disputar o Mundial da categoria na Nova Zelândia, alegando problemas na documentação. O clube garante que a documentação do jogador está regularizada e não se trata de mais um caso de gato (atleta que altera o ano de nascimento para poder jogar por uma determinada categoria).
Segundo os documentos apresentados pelo São Paulo, José Henrique Gonçalves Fonseca nasceu no dia 22 de abril de 1982, em Montes Claros (MG).
Henrique foi cortado da seleção e, para o seu lugar, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) convocou Bruno Leite, do Vasco. O são-paulino até hoje não apareceu no Morumbi. Ele mora no alojamento do clube. A diretoria do São Paulo alega que o atleta não viajou com a seleção por não ter o documento de autorização dos pais.

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