São Paulo - Demorou mais de um mês, mas o primeiro grande reflexo do fracasso dos garotos do São Paulo na Copinha de Juniores apareceu. A contratação do técnico René Simões e do ex-goleiro Carlos para reforçar as categorias de base do clube evidencia a insatisfação da diretoria são-paulina com os frutos do CT de Cotia, menina dos olhos do presidente Juvenal Juvêncio.
Renê Simões assume como diretor técnico e terá a missão de aprimorar a transição dos mais jovens para o grupo principal. Depois da eliminação na primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, poucos atletas foram aproveitados - o atacante Ademilson é o único que faz parte do elenco.
Destaque na base, o lateral-direito Lucas Mendes chegou a treinar com os profissionais, mas não convenceu. Mesmo com a carência do time de Emerson Leão para o setor, o garoto de 19 anos acabou emprestado ao Santo André - junto com o meia Sérgio Mota, de 22 anos, outro prata da casa que se perdeu na transição para o profissional.
Leão elogiou a chegada de René para trabalhar com a garotada. ''É um amigo pessoal, inteligente, ótimo cara e dono de um bigode vantajoso. Se não tomar cuidado, com poucos minutos de conversa, ele rouba seu emprego e vira seu patrão'', brincou o técnico. ''Ele chega para colaborar e contribuir.''
Treinador da seleção Sub-17 e Sub-20 do Brasil na década de 80, René promete aumentar a participação de atletas revelados no clube. Nos próximos meses, ele deve ter contato com clubes da Europa para conhecer o trabalho feito em times como o Barcelona.
Nos últimos anos, o São Paulo colecionou fracassos ao lidar com suas revelações: Oscar entrou na Justiça para deixar o clube, Lucas Piazon foi vendido ao Chelsea sem ter atuado pelo profissional e Henrique, melhor do último Mundial sub-20, foi emprestado ao Granada, da Espanha.
Com a chegada de René Simões, o técnico do time Sub-20, Zé Sérgio, perde prestígio. Após a queda na Copinha, ele irritou a diretoria ao dizer que o clube oferecia demais e cobrava pouco de seus jovens.

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