São Paulo - O São Paulo cansou de contestações. O time vem sendo criticado com frequência pelo nível das atuações - até pelo próprio presidente Juvenal Juvêncio -, mas o elenco e a comissão técnica querem paz, colocar um ponto final na insatisfação de dirigentes e torcedores. O motivo: a equipe não perde há sete partidas. E contra bons resultados não há argumentos, dizem.
Nestes últimos tempos de invencibilidade, o São Paulo empatou apenas uma partida: contra o Oeste (0 a 0). Depois ganhou duas vezes do Nacional, do Paraguai, pela Libertadores, e somou quatro vitórias pelo Paulistão. É líder do Grupo 2 da competição continental e navega tranquilo rumo às semifinais do Estadual.
Se o parâmetro são os rivais, apenas o Santos tem jogado melhor, mas pesa contra o time tricolor o acúmulo de jogos e a remontagem da equipe após 11 contratações no início da temporada. A contestação não cessou mesmo depois de fazer 3 a 0 no Mogi Mirim, no último domingo, no Morumbi. Ricardo Gomes ouviu perguntas com um tom de insatisfação. Respondeu de bate-pronto: ''Jogamos com inteligência''. Para o treinador, a equipe tomou conta do jogo, teve maior posse de bola e criou muitas oportunidades de gol. ''Isso me agradou bastante. Foi uma vitória incontestável''.
É a consagração do futebol de resultado, que quase levou o clube ao tetracampeonato brasileiro - a equipe esteve na liderança até a penúltima rodada em 2009. Os próprios jogadores deixam em segundo plano a necessidade de agradar à torcida. ''A galeria de troféus do São Paulo está cheia e não vi em nenhuma taça uma plaquinha dizendo ''neste campeonato jogou bem'', lembrou Washington. ''O que importa é que ganhou os títulos, jogando bonito ou não''.
Até o goleiro Rogério Ceni, que não costuma poupar críticas ao time quando julga necessário, indignou-se quando ouviu um repórter falar de futebol pragmático, uma crítica frequente nos tempos de Muricy Ramalho. ''Faz três anos que escuto que não jogamos bem, mas ganhamos um monte de Brasileiros neste período'', exasperou-se o capitão.

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