São Paulo, 03 (AE) - O São Paulo chega ao clássico deste domingo, no Morumbi, em situação oposta à do adversário. Jogando pelo menos por um empate para levar a decisão ao terceiro jogo, o time de Paulo César Carpegiani vive uma crise de relacionamento entre jogadores e dirigentes, problemas com a premiação e com o próprio técnico que admitiu a sua saída do clube. Já o Corinthians entra tranquilo com a primeira vitória e tem menos questões para resolver.
Depois de uma semana crítica, o São Paulo tentará levar a decisão da semifinal do Brasileiro para a terceira partida. Sem poder escalar França e Márcio Santos, contundidos, Paulo César Carpegiani resolveu montar um esquema cauteloso e mudou mais uma vez o seu esquema tático. Seu time deverá ter apenas um atacante fixo: Marcelinho.
No coletivo de sexta-feira, Jaques perdeu o lugar para Carlos Miguel e o meio-de-campo passou a contar cinco jogadores. Tudo o que Carpegiani quer é reforçar a marcação para evitar que o Corinthians decida o confronto já neste domingo. Isso, se não mudar de idéia na última hora, o que já aconteceu algumas vezes neste campeonato.
"Estamos acostumados a treinar com um time e na hora da partida ele colocar outro. São os famosos coletivos da madrugada", brincou Jorginho.
O téncnico explica a sua preocupação com a defesa, apesar de o São Paulo ter perdido o primeiro jogo por 3 a 2. "A partida é decisiva para o Corinthians. Nós não ficaremos com a vaga nem se conseguirmos uma goleada. O único resultado que não podemos ter é a derrota. Então, trataremos de entrar em campo com uma equipe com forte poder de marcação."
0 perfil do São Paulo para o jogo deste domingo será bem diferente do de domingo passado. Os jogadores sabem que Marcelinho Carioca está suspenso e por iso poderão abusar das faltas.
"Na bola parada eles vão sentir a ausência do Marcelinho Carioca. Ele bate bem demais faltas e escanteios. Vão usar o Ricardinho, que também é um bom cobrador, mas não é como Marcelinho", disse Jorginho.
O que impressou no último coletivo do São Paulo foi o fraco desempenho de Raí. Ele atuou no meio-de-campo e procurava ser companheiro de Marcelinho no ataque, mas era facilmente marcado pelos reservas e nada produzia de útil. São Paulo: Rogério; Anderson, Paulão, Wilson e Fábio Aurélio; Edmílson, Jorginho, Vágner e Raí; Jacques e Marcelinho. Técnico: Paulo César Carpegiani.

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