São Paulo esfria a cabeça e busca paz em Atibaia
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terça-feira, 06 de outubro de 1998
Agência Estado 
Há uns dois anos pelo menos, o São Paulo não trocava os sofisticados aparelhos e a estrutura de primeiro mundo de seu centro de treinamento na Barra Funda, na capital paulista, por qualquer outro lugar. Em má fase e de treinador novo, os jogadores aceitaram mudar a rotina e buscar um refúgio no interior paulista.
Ontem, o elenco viajou para Atibaia, atrás de sossego, união e meditação. Até mesmo um rodízio nos quartos do hotel já foi programado pelo técnico Mário Sérgio.
Vai ser importante porque vamos ficar um pouco distantes da pressão aqui no CT, conta o atacante Dodô, um dos mais perseguidos pela torcida e recentemente agredido por fanáticos são-paulinos na saída do vestiário, em Bragança Paulista.
O São Paulo vai ficar concentrado em Atibaia até amanhã, quando volta para a capital paulista para enfrentar o Paraná. Após o jogo, o time retorna ao refúgio. Será um bom momento para meditarmos, pensarmos em tudo que está acontecendo, diz o zagueiro Márcio Santos, outro que não anda muito prestigiado com os torcedores. Quanto menos contato a gente tiver com a torcida, agora, será melhor.
Márcio Santos acha que a fuga será benéfica, assim como um melhor relacionamento entre os atletas. Estes pequenos detalhes fazem a diferença.
Os jogadores vão ficar 100% concentrados na equipe, sem ter de ir ao banco, por exemplo, para pagar contas, ressalta o meia Souza, habituado a este tipo de refúgio em sua época de Corinthians.
Se for para o bem do São Paulo, a gente fica até dois meses assim, discursa o goleiro Rogério.
Mário Sérgio, que ontem pela manhã foi acertar os detalhes finais da rescisão de seu contrato com o antigo empregador (Banco Excel), vai promover uma maior interação nos quartos. As duplas devem mudar sempre para que todos possam se conhecer melhor.


