São Paulo encara Universidad de Chile
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Fernando Faro<br>Agência Estado 
São Paulo - Embora conquistar a Copa Sul-Americana seja prioridade no São Paulo, a fragilidade técnica de Bahia e LDU de Loja (Equador), rivais despachados sem maiores esforços, evitou que o time entrasse no clima da competição. A falta de um oponente à altura se encerra nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), quando a equipe pisar no gramado do estádio Nacional, em Santiago, e encontrar do outro lado a Universidad de Chile, atual campeã e hoje uma das equipes mais respeitadas do continente.
O jogo desta quarta tem tudo para fazer o torcedor reviver a atmosfera dos tempos em que o time disputava a Copa Libertadores. Além de um rival forte, o São Paulo terá pela frente uma torcida fanática em um estádio ao melhor estilo "caldeirão", o que faz a equipe considerar o empate um resultado interessante, especialmente se vier acompanhado de gols. "Se você consegue um empate ou uma vitória magra fora, dá uma chance maior em casa e o torcedor acredita mais. Agora, se você tem um resultado ruim, isso desanima todos. Por isso precisamos caprichar bastante", analisou o goleiro Rogério Ceni.
Respeitados internacionalmente, os rivais também se assemelham no estilo de jogo. A exemplo do São Paulo, os chilenos atuam com uma equipe baseada na velocidade e na marcação pressão desde a saída de bola do rival. Ubilla, Cereceda e Gutiérrez formam o trio com características semelhantes às de Lucas, Osvaldo e Luis Fabiano.
O camisa 9, porém, é desfalque e nem viajou para poder se recuperar de um alto desgaste muscular. A tendência é que Ademilson ganhe nova oportunidade e o técnico Ney Franco opte por uma opção de velocidade ao em vez de lançar Willian José ou Cícero para ter um atleta mais de área. Na última vez em que apostou nos três baixinhos, no entanto, a equipe teve pálido desempenho ofensivo e praticamente não criou chances contra a LDU de Loja.
Outro desfalque importante será Paulo Miranda, vetado por causa de entorse no joelho esquerdo. A ausência do zagueiro que vem atuando na lateral direita pode fazer a equipe ir a campo até mesmo com Rodrigo Caio como surpresa no setor em vez de Douglas, mais ofensivo.
A Universidad de Chile enfrenta a cobrança para repetir o mesmo futebol que encantou a torcida no ano passado, quando chegou às quartas de final da Libertadores e conquistou a Sul-Americana. "Seguimos sendo tão competitivos como antes, talvez não com a perfeição de antes em que se viam partidas incríveis", afirmou Sebastián Beccacece, auxiliar do técnico Jorge Sampaoli.
O treinador deve mandar a campo uma equipe bastante agressiva com três atacantes. Robert Cereceda, lateral-esquerdo de origem, atuará na ponta.
EM SANTIAGO
Universidad de Chile
Johnny Herrera; Acevedo, González, Rojas e Aránguiz; Martínez, Mena e Lorenzetti; Ubilla, Cereceda e Gutiérrez.
Técnico: Jorge Sampaoli
São Paulo
Rogério Ceni; Douglas (Rodrigo Caio), Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas, Osvaldo e Ademilson.
Técnico: Ney Franco
Árbitro: Martín Vásquez (Fifa/URU)
Estádio: Nacional
Horário: 21h50 (de Brasília).


