São Paulo - O técnico Muricy Ramalho gosta de dizer que, no futebol, a história não entra em campo. Mesmo assim, ele sabe que o São Paulo corre o risco de ser surpreendido pelo São Caetano, no jogo de hoje, a partir das 19h30, no Morumbi, pelo Paulistão.
A preocupação não é nem tanto pelo fato de o time são-paulino já ter sido eliminado duas vezes do Campeonato Paulista pelo São Caetano - em 2004 e em 2007. O principal é pela coleção de problemas que o treinador do São Paulo tem de administrar, especialmente o elenco reduzido.
''Temos, no máximo, 20 jogadores'', contou Muricy, ao falar dos problemas do elenco são-paulino. ''No fim do ano passado já não contávamos com um grupo grande, e ainda perdemos quatro jogadores importantes (Souza, Leandro, Breno e Diego Tardelli).''
Mas a exigência pelos resultados não diminui. A comissão técnica já se preocupa com os jogadores contundidos e suspensos e, embora não admita, com o clássico de domingo, diante do Santos. Além disso, em vinte dias, o clube estréia na Libertadores - contra o Nacional, na Colômbia. ''Estou vendo se encontro algum jogador nas categorias de base, que possa ser utilizado'', disse Muricy, sem muita convicção.
Para o duelo de hoje, que vale a briga pelas primeiras posições do Paulistão, Muricy não terá os volantes Hernanes e Richarlyson, ambos na seleção brasileira, além do lateral-direito Joilson, que está suspenso, e do zagueiro Juninho e do atacante Dagoberto, que se recuperam de lesões.
Poder de fogo
Outra dificuldade para os são-paulinos neste começo de temporada está no ataque, que só marcou sete gols em seis partidas disputadas. Nesta quinta-feira, o atacante Borges deve ser o companheiros de Adriano, que, apesar de já ter feito três gols, ainda não rendeu o que se espera dele.
''A marcação dos adversários está muito dura, todos têm visto isso, nos nossos jogos'', justificou Adriano, grande contratação do São Paulo para a temporada de 2008 - fica no Morumbi até julho, quando acaba o empréstimo da Inter de Milão.
Borges joga porque Aloísio ainda se ressente da lesão muscular sofrida há dez dias e será preservado para o confronto de domingo com o Santos. E para o lugar de Joilson, o equatoriano Reasco será escalado na lateral-direita.
É certo que o São Caetano mudou muito o elenco em relação ao ano passado, mas Muricy reconhece também a força do rival ''Eles têm um jeito de atuar, que não muda. É um bom time, sempre difícil de ser derrotado'', comentou o treinador são-paulino.


EM SÃO PAULO

São Paulo

Rogério Ceni; André Dias, Alex e Miranda; Reasco, Zé Luiz, Fábio Santos, Jorge Wagner e Júnior; Borges e Adriano. Técnico: Muricy Ramalho

São Caetano

Luiz; Edson Borges, Tobi e Neto (Kléber); Wilton Goiano, Hernani, Gleidson, Douglas e João Victor; Canindé (Leandrinho) e Tico (Fábio Luiz). Técnico: Amauri Knevitz

Árbitro: Guilherme Cereta de Lima
Estádio: Morumbi
Horário: 19h30

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