São Paulo - O duelo ainda não ostenta status de clássico. Nem teria o São Caetano, um caçula em meio aos grandes do Estado, pretensões para tal. Mas é justamente o eterno azarão do ABC que mais trabalho deu ao São Paulo na história recente.
No total, os ''santos'' se encontraram em 19 oportunidades. O do Morumbi, que levou quase três anos para vencer a primeira, tem sete vitórias. Apenas uma a mais do que o do Anacleto Campanella. Foram registrados seis empates.
Hoje, quando a bola começar a rolar a partir das 18h10, valerá uma vaga na final do Paulista. E é bom os são-paulinos redobrarem a atenção: é justamente quando atua em seus domínios que o time tricolor mais sofre para espantar o fantasma azul de seu caminho. ''Todo mundo quer jogar no Morumbi. É maior que a maioria dos campos'', declarou Dorival Júnior, treinador do time do ABC.
Após o empate em 1 a 1 no primeiro jogo, a ordem no São Caetano, que precisa vencer para ficar com a vaga, é não se intimidar diante do rival. ''Estávamos ansiosos no outro jogo, mas isso serviu de lição. Com todo respeito ao São Paulo, vimos que o bicho não é tão feio quanto pintam'', disse o volante Luiz Alberto, que estreou na vitória contra o time são-paulino (1 a 0), na primeira fase, quando ruiu a invencibilidade dos rivais no torneio.
Calejado, o técnico Muricy Ramalho já sabe o que vai encontrar pela frente. ''O São Caetano está acostumado a jogar no Morumbi. Hoje não tem mais tanta diferença entre os grandes e os pequenos. Vai ser um jogo complicado'', afirmou o treinador do São Paulo, visivelmente irritado nos últimos dias devido ao constante entra-e-sai de conselheiros e convidados no CT. Talvez ele, mais do que ninguém, saiba a pedreira em que se transformou o São Caetano na vida são-paulina.
Muricy era o técnico do Azulão, em 2004, quando este eliminou o São Paulo nas quartas-de-final do Estadual. Fabrício Carvalho, hoje no Goiás, anotou os dois gols no Morumbi. Mais tarde, a equipe do ABC conquistaria seu primeiro título estadual. Hoje, para que a história não se repita, Muricy quer a máxima atenção de sua zaga às bolas aéreas do Azulão.

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