São Paulo - A tensão natural que precede as decisões virou drama para São Paulo e Santos, às vésperas da rodada que definirá o campeão paulista. Os dois times, com muitos problemas, têm tido pouco tempo para pensar em seus adversários de domingo Ituano e Portuguesa, respectivamente.
Os são-paulinos recolhem os cacos depois da derrota para o Chivas, por 2 a 1, na quarta-feira. Os quase 45 mil torcedores que foram ao Morumbi resolveram descontar toda a frustração no meia Richarlyson, que teve péssima atuação ao substituir Júnior. Os colegas de equipe, porém, saíram em sua defesa.
''A gente perdeu por erros próprios, não temos que culpar ninguém. Todos estiveram abaixo do normal'', sentenciou o zagueiro Lugano. O goleiro Rogério Ceni, porém, deu a real dimensão do fracasso. ''Se jogássemos agora com o Ituano, a derrota (contra o Chivas) pesaria bastante.''
O baque emocional foi tão devastador que o técnico Muricy Ramalho passou mal após o fim da partida.
No Santos, Vanderlei Luxemburgo é a vidraça. O técnico está ameaçado de suspensão por até 180 dias pela Federação Paulista após ter dito que estava sendo paquerado pelo árbitro Rodrigo Martins Cintra durante o clássico contra o São Paulo. Diante das declarações, Cintra resolveu também acionar Luxemburgo na Justiça.
Ambos os times, porém, se igualam quando o assunto é sistema defensivo. Tanto São Paulo quanto Santos estão com seus atletas titulares suspensos. Luxemburgo, sem Luís Alberto, Manzur e Domingos, terá de promover a estréia do jovem Jardel e escalar Ronaldo Guiaro. Se mantiver o esquema com três zagueiros, precisará improvisar Wendel ou Maldonado.
Já Muricy Ramalho tem, ao menos, opções para substituir Lugano e Fabão. Entram Alex e Edcarlos, que jogarão com André Dias, recuperado de contusão.
Taça A Federação Paulista de Futebol está estudando a possibilidade de levar, de helicóptero, a taça do Estadual para completar a festa da equipe que conquistar o título. Segundo Marco Polo Del Nero, que preside a entidade, a FPF está tentando viabilizar a questão com a Globo. Animado com a idéia de dar ao campeão o direito de erguer a taça, Del Nero disse que a idéia seria para premiar o torneio.
''A torcida ficaria no estádio por mais um tempo, e, logo depois, a taça estaria chegando. A festa seria completa. Mas temos que ver alguns detalhes, como a possibilidade de o helicóptero poder descer no campo, por exemplo'', afirmou o principal cartola da FPF.
Como duas praças brigam para fazer o campeão paulista na rodada de domingo, Del Nero declarou que a proximidade dos locais seria um ponto a favor para essa operação.

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