São Paulo e Portuguesa empatam no Morumbi
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sábado, 15 de maio de 1999
Por Emerson Couto 
São Paulo, 16 (AE) - A duas rodadas do fim da fase de classificação, o São Paulo garantiu a melhor campanha entre os 12 times participantes do Campeonato Paulista e tem vantagem sobre qualquer adversário nos jogos decisivos. Com o empate por 1 a 1 com a Portuguesa, hoje à tarde, no Canindé, o São Paulo chegou aos 36 pontos e não é mais alcançado por nenhum outro time. A Portuguesa manteve a vice-liderança do Grupo 3, um ponto a frente do Palmerias (27 a 26) e ainda briga por uma vaga na semifinal da competição.
Comandado pela dupla Serginho e Raí, habilidosa e rápida, o São Paulo começou o clássico arrasador. Uma nova goleada, a exemplo da vista uma semana antes contra o Palmeiras, era pedida pelos entusiasmados torcedores logo no início do jogo. Aos 15 minutos, já com vitória parcial por 1 a 0, os são-paulinos, maioria nas arquibancadas do adversário, já gritavam "olé". Mas a Portuguesa, disposta a não perder, conseguiu segurar o melhor time do campeonato.
Aos 10 minutos, Serginho não tomou conhecimento do esquema mais do que defensivo, com três volantes, armado pelo técnico Zagallo. Com muita velocidade, ele fez bonita jogada pela esquerda e cruzou a bola rasteira para a finalização precisa de Raí na frente do gol. A inspiração tricolor, no entanto, não durou muito. Com a vantagem no placar, a equipe passou a tocar a bola e jogar com tranquilidade.
A Lusa cresceu. Embora, um pouco confusa nas jogadas ofensivas
a equipe de Zagallo partia para cima do São Paulo. Foram cruzamentos inúteis e um chute de longa distância do volante Simão, que obrigou o goleiro Rogério a fazer difícil defesa. Aos 37 minutos, Rogério não conseguiu evitar o gol, porém. Alexandre rolou a bola na cobrança de falta e o zagueiro Emerson acertou um forte chute no canto direito do goleiro. Foi o gol de empate.
A torcida são-paulina, antes empolgada, passou a pedir pela entrada do atacante Warley. Em campo, o árbitro Oscar Roberto de Godói era severo nas broncas, inclusive com o técnico Zagallo. "Ele (Godói) não respeita ninguém", reclamou o zagueiro César, da Portuguesa, ao fim do primeiro tempo. "Ele já chega xingando." No segundo tempo, o São Paulo dominou a partida, mas não conseguiu chegar ao gol da vitória. Logo no início, o técnico Paulo César Carpegiani atendeu ao pedido da torcida e fez duas substituições. Bordon deu seu lugar para Warley e Edu ficou com a vaga de França.
Zagallo, sem muitas opções no banco, pôs Aílton, recuperado de contusão, no lugar de Hernani. A Portuguesa apenas esboçou uma força ofensiva no fim do jogo, com o adversário já cansado. Alexandre, da Lusa, teve chance de virar o jogo, mas pecou por excesso de preciosismo. O empate acabou agradando a todos no Canindé. Ficha técnica: Gols: Raí aos 10 e Emerson aos 37 minutos do primeiro tempo. Portuguesa: Márcio; Márcio Goiano (Ricardo Lopes), Emerson, César e Augusto; Pintado, Simão, Carlinhos e Evandro; Alexandre e Hernani (Aílton). Técnico: Zagallo. São Paulo: Rogério; Wílson, Márcio Santos e Bordon (Warley); Jorginho, Carlos Miguel, Edmílson, Marcelinho e Serginho; Raí (Alexandre) e França (Edu). Técnico: Paulo César Carpegiani. Juiz: Oscar Roberto de Godói. Cartão amarelo: Márcio Goiano, Emerson, César, Jorginho,Wílson e Carlos Miguel. Renda: Não divulgada. Público: Não divulgado. Local: Canindé.


