São Paulo e Corinthians empatam sem gols
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Daniel Akstein Batista<br> Agência Estado 
São Paulo - O ditado é antigo: em clássicos não há favorito. Os jogadores sempre adotam este discurso na semana que antecede um grande jogo. Ontem, no Morumbi, o São Paulo até entrou como favorito contra o Corinthians - no entender dos torcedores, ao menos. Afinal, o time é o atual campeão brasileiro enquanto o time do Parque São Jorge foi rebaixado na mesma competição. Mas quem disse que favoritismo ganha 3 pontos?
Apesar de ter jogado um pouco pior do que o adversário, o São Paulo só não saiu com a vitória por causa da arbitragem, que anulou um gol de Adriano no fim do jogo. O resultado de 0 a 0 foi mais festejado pelos corintianos do que pelos donos da casa. ''Pelo o que as duas equipes apresentaram, o resultado foi até que justo'', disse o corintiano William.
O São Paulo reclamou muito no fim do jogo. Já eram 40 minutos da segunda etapa quando, finalmente, a rede foi balançada por Adriano. O árbitro Sálvio Spinola, porém, apontou uma falta do atleta em cima do zagueiro William. Revolta da torcida e dos jogadores são-paulinos.
Acosta pode muito bem ganhar um Oscar como melhor ator. No sábado, 'deixou escapar' que faria dupla de ataque com Dentinho - e que Finazzi, assim, estaria na reserva. Que belo papel o uruguaio representou. Ele e Dentinho realmente estavam em campo. Mas Finazzi também estava lá, e foi dele a primeira chance de gol do jogo. E que chance!
Aos 6 minutos, Dentinho cruzou pela esquerda e Finazzi subiu, sozinho, para cabecear. Era só mandar a bola para as redes e comemorar. Ele saiu, isso sim, decepcionado por mandar a bola para fora.
Ao contrário do que muitos torcedores imaginavam - e que o técnico Mano Menezes ensaiava durante a semana -, o Corinthians não entrou recuado. Nada de jogar como um time pequeno, daqueles que se fecham na zaga e apostam no contra-ataque. Começou melhor que o São Paulo, atacando com 3 homens de frente, e uma defesa sólida. E apostou nas arrancadas do garoto Dentinho, de 18 anos, pela esquerda - ele aproveitava os espaços deixados pelo lateral são-paulino Joílson.
Aos poucos, os donos da casa se acertaram. O que não significa muita coisa. Adriano estava bem marcado, Dagoberto não teve a inspiração ao seu lado e os cruzamentos dos laterais (Joílson e Richarlyson) quase não apareciam. Mas ao menos os são-paulinos acertaram melhor a formação tática.
Assim como nos primeiros 45 minutos, o Corinthians foi para cima na segunda etapa, e Alessandro mandou uma bola na trave aos 12 minutos. Pouco tempo depois, Rogério Ceni - com uma chamativa camisa amarela - falhou feio e quase Lulinha, que havia acabado de entrar, marcou.
A melhor chance são-paulina foi com Dagoberto, aos 21, que Felipe evitou com uma boa defesa - o goleiro corintiano teve pouco trabalho no jogo.
O time da casa melhorou apenas nos 10 minutos finais, quando Carlos Alberto entrou no jogo e fez sua estréia com a camisa são-paulina. E quase estreou com vitória, se Sálvio Spinola não tivesse anulado o gol de Adriano. Chiadeira são-paulina no Morumbi.


