Tóquio - Amoroso entra em campo amanhã contra o Al Ittihad para fazer, muito provavelmente, sua penúltima partida pelo São Paulo. A relação do jogador com o clube ficou muito abalada ontem, após uma entrevista do presidente Marcelo Portugal Gouvêa, que ficou irritado ao saber que, no pré-contrato assinado pelo atacante com o Tokyo FC, do Japão, consta uma multa de US$ 500 mil a ser paga em caso de desistência de qualquer parte.
''O que eu posso falar sobre isso? Quando ele assinou esse pré-contrato, com certeza sabia sobre a multa. E dá a impressão de que ele deseja forçar uma situação, querendo que a gente pague uma multa que poderia ter sido evitada'', afirmou o presidente do São Paulo.
Se depender do pagamento de algum dinheiro para que Amoroso fique livre para continuar no São Paulo, o tempo do jogador no clube acabou mesmo. ''Se ele assinou, que pague para ficar livre. Nos não temos nada com isso. O Amoroso é um grande jogador, fez sucesso aqui, mas pode sair e ser feliz em outro lugar. E nós também, sem ele. Cada um segue para o seu lado'', explicou Marcelo Portugal Gouvêa.
Amoroso também falou sobre o assunto, mantendo a postura assumida até agora. Diz que o presidente é sensacional, que a camisa do São Paulo ficou muito bem nele e que não gostaria de sair de jeito nenhum. Mas assumiu que tem mesmo um pré-contrato assinado com outro clube.
''Eles demoraram para me procurar e a coisa ficou complicada. Mas, mesmo com pré-contrato, a minha prioridade total é continuar no São Paulo'', justificou Amoroso.
Prêmio Além de toda a polêmica a respeito do contrato de Amoroso, os diretores do São Paulo tiveram outro motivo de preocupação dois dias antes da estréia no Mundial: a discussão sobre o prêmio que será pago em caso de conquista do Mundial. Havia muitos boatos sobre o assunto. Nenhum deles confirmado por diretoria ou jogadores.
Segundo os boatos, os jogadores estariam pedindo um valor de US$ 200 mil, o que corresponderia a quase totalidade do prêmio de US$ 4,5 milhões que o primeiro colocado recebe pelo mundial. O clube estaria oferecendo RS 120 mil reais, que significa um aumento de 50% em relação ao R$ 80 mil que foram pagos pela conquista da Libertadores.
Além disso, os jogadores estariam divididos em seis ''panelas'' e todas estariam exigindo ter um representante na mesa de negociação, o que seria uma espécie de revolta co ''baixo clero'' contra o capitão Rogério Ceni, que sempre negocia pelos jogadores. Amoroso desmente esta versão. ''O Ceni e que decide essas coisas. Ele e um ótimo representante e nós vamos pensar no jogo, só isso.''

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