São Paulo diz que Muricy não sai
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
Agência Estado 
São Paulo - Muricy Ramalho está mantido no cargo. Continua sendo o técnico do São Paulo, apesar de toda a pressão que o cerca depois da eliminação da equipe na Libertadores, na última quinta-feira, diante do Cruzeiro. Pelo menos até o clássico de amanhã, contra o Corinthians, no Pacaembu, ele está assegurado pela diretoria são-paulina. Nova derrota, no entanto, pode tornar a situação insustentável.
Depois da derrota para o Cruzeiro, Muricy já teve uma conversa com o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, que bancou a sua permanência, mesmo com as cornetas soando alto no Morumbi. Foi assim também nas eliminações das três últimas edições da Libertadores (em 2006, 2007 e 2008), quando o treinador sempre contou com o apoio do principal dirigente do clube.
Mas, depois do fracasso diante do Cruzeiro, o próprio Muricy falou em tom diferente do que costuma usar em suas entrevistas. Bem mais calmo, ele disse que se não o quiserem mais no São Paulo, ele pega suas coisas e vai embora. ''Não tenho multa. E se eu sentir que não estou agradando mais, vou embora'', avisou o treinador.
Apesar do treinador ter o seu nome gritado por boa parte da torcida depois do jogo de quinta-feira - alguns, porém, o chamaram de burro -, os muros do CT são-paulino foram pichados. ''Fora Muricy'' e ''Time pipoqueiro'' foram os protestos dos torcedores.


