São Paulo - Paulo Autuori pensa em poupar alguns jogadores do São Paulo para a partida contra o Vasco, domingo, em São Januário, pelo Brasileiro. ''Nada que descaracterize o time, mas vou conversar com o pessoal para ver quem está muito desgastado. Quero ter o melhor time possível contra o Palmeiras'', disse o treinador, ao lembrar do jogo decisivo da Libertadores, na próxima quarta-feira, no Morumbi.
Luizão, ainda sofrendo com os 18 pontos no rosto, resultado de um choque com o volante Reginaldo Nascimento, do Paraná, e Grafite, que levou pancadas duras na perna direita, são os primeiros nomes que aparecem na lista dos prováveis poupados.
Os exames de ontem afastaram a possibilidade de fissura óssea em Grafite, o que aumenta suas chances de jogar na quarta. O lateral Júnior e o zagueiro Fabão também podem descansar.
Além dos problemas físicos que enfrentam, há uma preocupação maior com a ausência de Diego Tardelli, que deve se apresentar segunda-feira à seleção Sub-20 e não jogará contra o Palmeiras.
Convocação Cicinho só conseguiu dormir às quatro da madrugada. No meio da tarde, a bateria do telefone celular acabou, de tantas ligações que recebeu. O dia foi realmente especial para o lateral-direito do São Paulo. Além de festejar o golaço que marcou na vitória sobre o Palmeiras, por 1 a 0, quarta-feira à noite, pela Libertadores, ele foi convocado pelo técnico Carlos Alberto Parreira para defender a seleção brasileira na Copa das Confederações. ''É minha melhor fase como profissional e estar na seleção é prova disso'', admitiu.
Não é de hoje que Cicinho vem se destacando pelo São Paulo, mas só agora tem suas qualidades reconhecidas pela comissão técnica da seleção só havia sido chamado para o amistoso contra a Guatemala, em abril. ''Vou ter mais tempo de mostrar meu futebol'', afirmou o lateral, pensando na Copa das Confederações, em junho, na Alemanha.
Cicinho disse que não pensa na Copa, mas sabe que terá de disputar a posição com Belletti como reserva de Cafu para ir ao Mundial da Alemanha. ''Nós dois queremos jogar, mas ele está em vantagem, pelo que já conquistou'', reconheceu o jogador do São Paulo.
Rivalidade Lugano fez de tudo para não falar sobre a cuspida que levou de Alceu no jogo contra o Palmeiras, quarta-feira à noite, no Palestra Itália. ''Sempre que o São Paulo ganha, o assunto é que eu sou violento. Agora falam que eu levei cuspida. Prefiro falar do jogo. Vencemos bem, mas nada está definido'', disse o zagueiro uruguaio.
Ele gostaria de resolver o problema com Alceu fora da mídia, sem repercussão. ''A gente se encontrou no exame antidoping, mas quem briga ali tem uma suspensão ainda maior. Não era o local apropriado. Esses assuntos de ofensa devem ser decididos em dois, sem que ninguém saiba, sem repercussão na imprensa'', explicou.

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